Assim como o mar não entende sua própria imensidão, assim como ele não toca seu início e seu fim pertencentes a universos distintos, da mesma forma o ser humano não se reconhece em sua infinitude. Mas o amor não é como um oceano ou como o ser humano, infinito em sua objetividade. O amor é como a espera entre uma onda e sua subsequente, o amor é como a ilha de Saramago, que sabe-se lá, mas não se sabe onde, o amor é como o náufrago, perdido do mundo mas em uma luta constante pelo retorno; incomparável e único e só, com a esperança sendo seu último esteio. O amor é a espera entre uma onda e outra - é a esperança de um náufrago perdido no desconhecido de si mesmo.
Vinicius Werneck - Madrugada de 29/01/09 - Jackson, WY - USA
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quinta-feira, janeiro 29
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