terça-feira, junho 15

"Artigo Enésimo - declaro proibidos os sentimentos"

[ressuscitando post: 18 de fevereiro de 2004]

A sociedade tem aversão ao sentir. Quando é inevitável, impensável se torna sua reverberação. Censuramos nosso coração, como se tivéssemos medo. Medo do que? Medo de sofrer? Medo de nos tornarmos vulneráveis? Medo de viver?

O amor é considerado como algo impossível, imiscível com nossa sociedade corrida e pseudo-racional. Não queremos fugir ao padrão e continuamos evitando o sentir. Evitando, em verdade, a felicidade.

Temos modificado bruscamente o significado da palavra amor. Dizer "eu te amo" tem sido algo reservado a deuses, completamente fora do nosso cotidiano. Como se, para amar, precisássemos de algo além de um coração aberto.

Ah! Como seria belo se disséssemos “eu te amo”, a todos aqueles pelos quais sentíssemos isso. Pois longe de aprisionar ou nos deixar vulneráveis, o fato de amar e ser amado deveria nos encorajar, nos felicitar, nos completar!

Mas dizer "eu te amo" depende de duas coisas. De descobrir quando amamos alguém e de dizer a essa pessoa! Conceituar o amor é impossível, pois o amor não foi feito para habitar dicionários, nem para ser resumido em letras. O amor foi feito para ser sentido. E o amor existe, quando temos a certeza de que aquela pessoa é importante para nós, é insubstituível, e inesquecível. Esta última palavra é uma das mais importantes. Se uma pessoa que nos faz feliz é inesquecível, isso é amor. Se adoramos ou queremos bem a alguém, significa que em 5, 30, 50 anos iremos esquecê-lo. Aqueles que amamos se tornam eternos. Por isso amar é tão belo e imprescindível. É a eternização de quem nos faz feliz.

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Pura ideologia? Não sei... Só sei que sou eu.

[Detalhe, tô copiando esse colchete da Clara eauheuahea]
[Quem já comentou esse post na época em que ele foi publicado, não precisa se preocupar em comentar =)]

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