É fato que algumas coisas devem ser evitadas, entretanto nos esquecemos disso, justamente por serem usadas em situações especiais. Como primeiro exemplo, cito o famoso "Meus pêsames" ou "Meus sentimentos". Sinceramente, um abraço é mais indicado. Não vale muito a pena dizer isso com palavras, talvez também o olhar soe mais verdadeiro.
Outra coisa importantíssima e que ocorre com todo mundo várias vezes por ano é dar os parabéns. Eu proibo todo mundo de dizer a mim e a qualquer outra pessoa: "continue sendo essa pessoa especial que você é" e sua variante "não mude nunca".
Também está vedado, mas agora quando se fala de mortos, a solene frase: "Ele era uma pessoa tão boa". Pior ainda quando completam: "não tinha inimigos... As pessoas boas sempre morrem primeiro". NHÁ pra quem fala isso.
Lembro-me de outra frase, de um caso verídico ocorrido com o Vinícius de Moraes. Parece-me que ele tinha dito que se falassem pra ele que alguém "morreu como um passarinho", ele não aguentaria e começaria a rir. Dito e feito. Indo ao velório da mãe de um amigo, no primeiro abraço o filho da falecida dispara:
- "Mamãe morreu como um passarinho."
O Vinícius danou a rir, mas riu tanto, aquele riso que não sai som, e que o corpo treme, isso tudo enquanto abraçava o sujeito.
Dias depois ouvia-se o filho da falecida dizer:
- "O Vinícius é que é amigo! Ele chorou comigo enquanto me abraçava!"
A lição: nunca diga "morreu feito um passarinho". Faça-me o favor, mickey! E se alguém disser pra você, torça para que o riso se pareça com um choro bem intenso!
Quem souber mais coisas que não devemos dizer, coloque no comentário... Got it?
PODCAST ENTRE ASPAS
terça-feira, março 22
quinta-feira, março 17
Ausência
CARNE
Vinícius de Moraes
Que importa se a distância estende entre léguas e léguas
Que importa se existe entre nós muitas montanhas?
O mesmo céu nos cobre
E a mesma terra liga nossos pés.
No céu e na terra é a tua carne que palpita
Em tudo eu sinto e teu olhar se desdobrando
Na carícia violenta do teu beijo
Que importa a distância e que importa a montanha
Se és tu a extensão da carne
Sempre presente?
Vinícius de Moraes
Que importa se a distância estende entre léguas e léguas
Que importa se existe entre nós muitas montanhas?
O mesmo céu nos cobre
E a mesma terra liga nossos pés.
No céu e na terra é a tua carne que palpita
Em tudo eu sinto e teu olhar se desdobrando
Na carícia violenta do teu beijo
Que importa a distância e que importa a montanha
Se és tu a extensão da carne
Sempre presente?
quinta-feira, março 3
Só acontece comigo?
Certo dia, vindo do colégio Academia de Comércio com umas 5 ou 6 pessoas, passamos em uma rua em que uma casa estava sendo reformada. Olhei intrigado pra casa, era igualzinha uma igreja. Mas era uma igreja que ia ficar muito feia! Andei mais alguns passos, esperando o assunto terminar pra dizer pro povo:
- Mas que igreja mais feia....
Mas não consegui dizer, pois de repente a gente parou, e começou a despedir de um garoto que estava conosco. Ele, olhando para os dois lados da rua, atravessou. Tirou uma chave do bolso e entrou exatamente naquela casa que eu ia comentar. Quem fala demais...
-x-
Sou mestre também em dizer:
- E aí, como tá a Fabiana?
A pessoa faz uma cara estranha e diz:
- A gente terminou.
O que eu falaria depois disso? Não sei porque soltei:
- Mas ela tá bem, né, ou morreu?
Enfim... Por mais que seja ruim pra quem responde, eu não tenho como saber de todas as coisas da vida pessoal de todo mundo. Costumo dizer que sou o último a perceber quando uma mulher tá grávida. Pode ser tanta coisa, né... E também sou um dos últimos a perceber que nasceu (a barriga costuma nem sair do lugar... o que fica no lugar do bebê quando ele sai?)
-x-
Quando estava no cursinho (era cursinho e terceiro ano, 2003), tinha aula de literatura com uma professora. Não sei porque, mas não sentia confiança nela. Meus amigos do primeiro e segundo e terceiro ano sabiam (era os mesmos) que eu quase sempre gostava do(a) professor(a). Eles diziam até:
- Vinícius, como você pode gostar dessa aula?
Mas eu gostava, não sei a razão. Mas essa professora de literatura era diferente (tomara que ela não leia, não vou nem colocar nomes, pra quem procurar algo no google não achar isso sem querer). Eu e uma amiga ficávamos corrigindo a apostila, as vírgulas e tudo mais, morrendo de rir. Tinham textos hilários na apostila dela, e o principal era o da Cachoeira de Paulo Afonso, um poema – se não me engano – do Castro Alves.
Certo dia não agüentei, ela comentou algo sobre sinestesia (acho) bem nada a ver, e eu levantei a mão e disse que tinha aprendido diferente. Ela deu uma resposta esfarrapada, e eu perguntei depois para a professora de português, que concordou comigo. Mas, não sei por que, essa professora de português que eu gosto muito, falou com a de literatura sobre isso!
Na aula seguinte não deu outra, a professora de literatura, no meio da sala, no meio da aula, no meio de uma explicação, virou e disse:
- Cadê o Vinícius?
Todo mundo olhou pra mim, lembro direitinho. Tava no canto da sala, o braço esquerdo colado na parede, a cabeça também.
Conversamos um 5 minutos, ela estava tão educada, acho que ela queria dizer:
Apesar de eu normalmente ser meio estranha, sou educada, vejam como trato esse menino irritante que não concordou comigo?
Ela não deu o braço a torcer.
Nem eu.
Mas até que a reação dela foi bem interessante. Ela ganhou uns pontos nesse dia.
-x-
Um diálogo que a Nathy (tá no link dos Blogs Amigos) me colou no pvt do MSN:
Dois amigos:
- Estou apaixonado.
- Sério?
- É.
- Contra quem?
( Retirado de: http://www.fotolog.net/boysdontcry/?pid=9851029 )
- Mas que igreja mais feia....
Mas não consegui dizer, pois de repente a gente parou, e começou a despedir de um garoto que estava conosco. Ele, olhando para os dois lados da rua, atravessou. Tirou uma chave do bolso e entrou exatamente naquela casa que eu ia comentar. Quem fala demais...
-x-
Sou mestre também em dizer:
- E aí, como tá a Fabiana?
A pessoa faz uma cara estranha e diz:
- A gente terminou.
O que eu falaria depois disso? Não sei porque soltei:
- Mas ela tá bem, né, ou morreu?
Enfim... Por mais que seja ruim pra quem responde, eu não tenho como saber de todas as coisas da vida pessoal de todo mundo. Costumo dizer que sou o último a perceber quando uma mulher tá grávida. Pode ser tanta coisa, né... E também sou um dos últimos a perceber que nasceu (a barriga costuma nem sair do lugar... o que fica no lugar do bebê quando ele sai?)
-x-
Quando estava no cursinho (era cursinho e terceiro ano, 2003), tinha aula de literatura com uma professora. Não sei porque, mas não sentia confiança nela. Meus amigos do primeiro e segundo e terceiro ano sabiam (era os mesmos) que eu quase sempre gostava do(a) professor(a). Eles diziam até:
- Vinícius, como você pode gostar dessa aula?
Mas eu gostava, não sei a razão. Mas essa professora de literatura era diferente (tomara que ela não leia, não vou nem colocar nomes, pra quem procurar algo no google não achar isso sem querer). Eu e uma amiga ficávamos corrigindo a apostila, as vírgulas e tudo mais, morrendo de rir. Tinham textos hilários na apostila dela, e o principal era o da Cachoeira de Paulo Afonso, um poema – se não me engano – do Castro Alves.
Certo dia não agüentei, ela comentou algo sobre sinestesia (acho) bem nada a ver, e eu levantei a mão e disse que tinha aprendido diferente. Ela deu uma resposta esfarrapada, e eu perguntei depois para a professora de português, que concordou comigo. Mas, não sei por que, essa professora de português que eu gosto muito, falou com a de literatura sobre isso!
Na aula seguinte não deu outra, a professora de literatura, no meio da sala, no meio da aula, no meio de uma explicação, virou e disse:
- Cadê o Vinícius?
Todo mundo olhou pra mim, lembro direitinho. Tava no canto da sala, o braço esquerdo colado na parede, a cabeça também.
Conversamos um 5 minutos, ela estava tão educada, acho que ela queria dizer:
Apesar de eu normalmente ser meio estranha, sou educada, vejam como trato esse menino irritante que não concordou comigo?
Ela não deu o braço a torcer.
Nem eu.
Mas até que a reação dela foi bem interessante. Ela ganhou uns pontos nesse dia.
-x-
Um diálogo que a Nathy (tá no link dos Blogs Amigos) me colou no pvt do MSN:
Dois amigos:
- Estou apaixonado.
- Sério?
- É.
- Contra quem?
( Retirado de: http://www.fotolog.net/boysdontcry/?pid=9851029 )
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