Certo dia, vindo do colégio Academia de Comércio com umas 5 ou 6 pessoas, passamos em uma rua em que uma casa estava sendo reformada. Olhei intrigado pra casa, era igualzinha uma igreja. Mas era uma igreja que ia ficar muito feia! Andei mais alguns passos, esperando o assunto terminar pra dizer pro povo:
- Mas que igreja mais feia....
Mas não consegui dizer, pois de repente a gente parou, e começou a despedir de um garoto que estava conosco. Ele, olhando para os dois lados da rua, atravessou. Tirou uma chave do bolso e entrou exatamente naquela casa que eu ia comentar. Quem fala demais...
-x-
Sou mestre também em dizer:
- E aí, como tá a Fabiana?
A pessoa faz uma cara estranha e diz:
- A gente terminou.
O que eu falaria depois disso? Não sei porque soltei:
- Mas ela tá bem, né, ou morreu?
Enfim... Por mais que seja ruim pra quem responde, eu não tenho como saber de todas as coisas da vida pessoal de todo mundo. Costumo dizer que sou o último a perceber quando uma mulher tá grávida. Pode ser tanta coisa, né... E também sou um dos últimos a perceber que nasceu (a barriga costuma nem sair do lugar... o que fica no lugar do bebê quando ele sai?)
-x-
Quando estava no cursinho (era cursinho e terceiro ano, 2003), tinha aula de literatura com uma professora. Não sei porque, mas não sentia confiança nela. Meus amigos do primeiro e segundo e terceiro ano sabiam (era os mesmos) que eu quase sempre gostava do(a) professor(a). Eles diziam até:
- Vinícius, como você pode gostar dessa aula?
Mas eu gostava, não sei a razão. Mas essa professora de literatura era diferente (tomara que ela não leia, não vou nem colocar nomes, pra quem procurar algo no google não achar isso sem querer). Eu e uma amiga ficávamos corrigindo a apostila, as vírgulas e tudo mais, morrendo de rir. Tinham textos hilários na apostila dela, e o principal era o da Cachoeira de Paulo Afonso, um poema – se não me engano – do Castro Alves.
Certo dia não agüentei, ela comentou algo sobre sinestesia (acho) bem nada a ver, e eu levantei a mão e disse que tinha aprendido diferente. Ela deu uma resposta esfarrapada, e eu perguntei depois para a professora de português, que concordou comigo. Mas, não sei por que, essa professora de português que eu gosto muito, falou com a de literatura sobre isso!
Na aula seguinte não deu outra, a professora de literatura, no meio da sala, no meio da aula, no meio de uma explicação, virou e disse:
- Cadê o Vinícius?
Todo mundo olhou pra mim, lembro direitinho. Tava no canto da sala, o braço esquerdo colado na parede, a cabeça também.
Conversamos um 5 minutos, ela estava tão educada, acho que ela queria dizer:
Apesar de eu normalmente ser meio estranha, sou educada, vejam como trato esse menino irritante que não concordou comigo?
Ela não deu o braço a torcer.
Nem eu.
Mas até que a reação dela foi bem interessante. Ela ganhou uns pontos nesse dia.
-x-
Um diálogo que a Nathy (tá no link dos Blogs Amigos) me colou no pvt do MSN:
Dois amigos:
- Estou apaixonado.
- Sério?
- É.
- Contra quem?
( Retirado de: http://www.fotolog.net/boysdontcry/?pid=9851029 )
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