[Versão Março 2007]
Se conhecer é um dos maiores desafios do ser humano: quando você tiver certeza que já se conhece, estará apenas cruzando as primeiras ondas do imenso mar da consciência. Quando entender que por mais que mergulhe dentro de si mesmo mais profundezas há ainda para vasculhar, estará um pouco mais próximo do alto-mar da inconsciência. Quando não mais quiser saber-se por inteiro, mas quando bastar conhecer-se cada dia um dia a mais, estará já entre a inconsistência das vagas sabedorias da eternidade.
E quem eu sou? Certamente um paradoxo, uma antítese. O ser humano é assim: guarda em si extremos, luta por controlá-los, sofre por achar-se mais fraco que suas fraquezas, por não saber-se maior que tudo quando quer. Somos esse mar que é ao mesmo tempo destino de rios e desaguadouro. Somos o ser e a sombra, ora um, ora outro. Somos a causa e o efeito. Somos tudo - e cada grão do tudo que não somos faz-se nada.
Somos potência, somos inteligência, somos vontade. Somos instinto e razão. Somos desejo e impermanência. Somos caos e ordem, um se confundindo outro se organizando.
Somos impulso de felicidade que resulta em quase tudo. Somos pulso. Somos só. Só. Somos isso. Somos aquele que não conhecemos. Somos esse. Somo “s”. Só somos isso salvo a selva de sensações. Sábios? Talvez.
Só não sei o que sou. Um sábio disse: “só sei que nada sei”. Um tolo diz agora: “só sei que nada e tudo sou”.
[Versão Fevereiro de 2006]
Essa é a pergunta [quem sou eu] que todo mundo se faz, poucos respondem e não sei se alguém acerta. Drummond diria que o caminho normal de entendimento de si mesmo é assim, cronologicamente: eu maior que o mundo, eu menor que o mundo, eu igual ao mundo. Mas não estou com muita inspiração pra concluir algo sobre minha pessoa, muito menos para fazer com que alguém crie um conceito sobre mim baseado em poucas linhas de um profile no orkut. Saudoso o dia em que as pessoas precisavam se olhar nos olhos para ter conceitos sobre os outros, mesmo que aqueles mais básicos. Sem olhar nos olhos, nada estava feito. Esse texto que está aqui embaixo foi escrito em 2005, e está totalmente desatualizado. ...tranquei Jornalismo na UFJF, fiz outro vestibular pra Relações Internacionais ( www.ri.pucminas.br) na PUC Minas, passei, fiz um período inteiro, tranquei, voltei pra Juiz de Fora, vou fazer não sei muito bem o que, mas o pêndulo da vida oscila entre voltar a comunicação e em conjunto fazer Ciências Sociais, transferir-me para Ciências Sociais ou ficar somente com comunicação. Só o tempo dirá o caminho que segui, só o agora quando estiver mais distante do presente poderá dizer qual caminho devo seguir. Demorei muito pra complementar esse profile, portanto, não tenham pressa em ler aqui o que eu, finalmente, decidi.
[versão 2005]
Vinícius, 18, ainda acredita nas pessoas, no governo, em promessas. Lê 5 livros ao mesmo tempo mas não acaba nenhum deles, desiste, pega mais 5. Dependendo do dia fala sozinho, e nos outros ri sozinho. Ama e odeia o passado... Mas é feliz, a seu modo. Guarda segredo muito bem, mas não sabe esperar a data para dar o presente de aniversário. Ama o mar, incomensuravelmente. Está a léguas de escrever como um Drummond, mas escreve por prazer, o que já lhe dá grande vantagem... Sonha ser diplomata do Itamaraty, mas acha q não daria muito pra isso. É um garoto que planeja, ao contrário daqueles que dizem: O amanhã pertence só ao futuro. Mas não fica triste se o caminho se desvia do pressuposto, adapta-o aos planos. Atualmente pretende fazer um mestrado em lingüística e um doutorado no exterior (com bolsa de estudos) em Ciência Política ou Relações Internacionais - priorizando o segundo. Mas ainda está no segundo ano da faculdade de Comunicação da UFJF, terceiro período. Em 15 anos veremos como ficou o planejado. Te encontro lá?
PODCAST ENTRE ASPAS
quarta-feira, março 7
Para uma pessoa muito amiga
Um dia me dei conta, e esse dia já se perde na esteira da vida, que eu tinha uma grande amiga. Uma pessoa que me olhava e me entendia, que me via e me fazia sorrir, com a qual eu gostava de conviver e falar. Uma amiga, enfim, que realmente amava.
Essa pessoa, que nesse momento terá quase certeza que é dela que falo, faz parte da minha história de forma irrevogável – até porque não quero de outra maneira.
Responsável, dedicada, inteligente, excelente professora, excelente amiga, faz charme que só, fica linda brava, mas fica linda sorrindo também... Mas as vezes também fica brava sem precisar. Gosta das coisas que faço, embora esteja meio sumida daqui... Leu coisas que mais ninguém leu, conversa comigo sobre coisas que só ela conversa... me ajuda a acreditar no meu futuro.
Anda meio sumida da minha vida também, e faz uma falta que ela sequer imagina. Faz falta porque confio nela mais do que ela sonha, porque me importo com ela por mais que possa imaginar, porque sinto mais saudade dela do que ela pode supor!
Ah, como é bom ter uma amiga assim. Como é bom poder olhar nos olhos dela de vez em quando e saber que aquela alma que ali se espelha é uma alma-irmã, que também me ama e me quer bem.
Mas pessoa, não se afasta assim. Meu olhos marejam de falar e de pedir, que não se afaste muito. Sei que não é por mal.... sei que são as contingências da vida... sei que é conseqüência de nossos estilos de viver, de nosso mundo mercadológico-capitalista-fordista-taylorista... sei que não é assim que você quer também...
Peço desculpa, pessoa, pelas ausências, pelos pequenos abandonos necessários por compromissos assumidos aos montes, mas saiba que o grande espaço que ocupa em meu coração está assegurado.
Você é uma pessoa que admiro, na qual confio, que amo e que espero sempre perto – mesmo se longe.
Na ausência física sinto-lhe próxima no coração; quando está longe, sinto-lhe próxima nas lembranças; quando se enclausura, sei que mesmo assim está pronta a ajudar.
Conta comigo, sempre. Você é uma amiga especial, insubstituível, inesquecível e que consta em minhas preces, quando agradeço a Deus pelas coisas mais importantes da minha vida. Pessoa, obrigado pelo carinho.
Te amo, Olívia,
Vinícius
Essa pessoa, que nesse momento terá quase certeza que é dela que falo, faz parte da minha história de forma irrevogável – até porque não quero de outra maneira.
Responsável, dedicada, inteligente, excelente professora, excelente amiga, faz charme que só, fica linda brava, mas fica linda sorrindo também... Mas as vezes também fica brava sem precisar. Gosta das coisas que faço, embora esteja meio sumida daqui... Leu coisas que mais ninguém leu, conversa comigo sobre coisas que só ela conversa... me ajuda a acreditar no meu futuro.
Anda meio sumida da minha vida também, e faz uma falta que ela sequer imagina. Faz falta porque confio nela mais do que ela sonha, porque me importo com ela por mais que possa imaginar, porque sinto mais saudade dela do que ela pode supor!
Ah, como é bom ter uma amiga assim. Como é bom poder olhar nos olhos dela de vez em quando e saber que aquela alma que ali se espelha é uma alma-irmã, que também me ama e me quer bem.
Mas pessoa, não se afasta assim. Meu olhos marejam de falar e de pedir, que não se afaste muito. Sei que não é por mal.... sei que são as contingências da vida... sei que é conseqüência de nossos estilos de viver, de nosso mundo mercadológico-capitalista-fordista-taylorista... sei que não é assim que você quer também...
Peço desculpa, pessoa, pelas ausências, pelos pequenos abandonos necessários por compromissos assumidos aos montes, mas saiba que o grande espaço que ocupa em meu coração está assegurado.
Você é uma pessoa que admiro, na qual confio, que amo e que espero sempre perto – mesmo se longe.
Na ausência física sinto-lhe próxima no coração; quando está longe, sinto-lhe próxima nas lembranças; quando se enclausura, sei que mesmo assim está pronta a ajudar.
Conta comigo, sempre. Você é uma amiga especial, insubstituível, inesquecível e que consta em minhas preces, quando agradeço a Deus pelas coisas mais importantes da minha vida. Pessoa, obrigado pelo carinho.
Te amo, Olívia,
Vinícius
Assinar:
Comentários (Atom)