quarta-feira, março 7

Vinicius por ele mesmo em 3 anos

[Versão Março 2007]

Se conhecer é um dos maiores desafios do ser humano: quando você tiver certeza que já se conhece, estará apenas cruzando as primeiras ondas do imenso mar da consciência. Quando entender que por mais que mergulhe dentro de si mesmo mais profundezas há ainda para vasculhar, estará um pouco mais próximo do alto-mar da inconsciência. Quando não mais quiser saber-se por inteiro, mas quando bastar conhecer-se cada dia um dia a mais, estará já entre a inconsistência das vagas sabedorias da eternidade.

E quem eu sou? Certamente um paradoxo, uma antítese. O ser humano é assim: guarda em si extremos, luta por controlá-los, sofre por achar-se mais fraco que suas fraquezas, por não saber-se maior que tudo quando quer. Somos esse mar que é ao mesmo tempo destino de rios e desaguadouro. Somos o ser e a sombra, ora um, ora outro. Somos a causa e o efeito. Somos tudo - e cada grão do tudo que não somos faz-se nada.

Somos potência, somos inteligência, somos vontade. Somos instinto e razão. Somos desejo e impermanência. Somos caos e ordem, um se confundindo outro se organizando.

Somos impulso de felicidade que resulta em quase tudo. Somos pulso. Somos só. Só. Somos isso. Somos aquele que não conhecemos. Somos esse. Somo “s”. Só somos isso salvo a selva de sensações. Sábios? Talvez.

Só não sei o que sou. Um sábio disse: “só sei que nada sei”. Um tolo diz agora: “só sei que nada e tudo sou”.


[Versão Fevereiro de 2006]

Essa é a pergunta [quem sou eu] que todo mundo se faz, poucos respondem e não sei se alguém acerta. Drummond diria que o caminho normal de entendimento de si mesmo é assim, cronologicamente: eu maior que o mundo, eu menor que o mundo, eu igual ao mundo. Mas não estou com muita inspiração pra concluir algo sobre minha pessoa, muito menos para fazer com que alguém crie um conceito sobre mim baseado em poucas linhas de um profile no orkut. Saudoso o dia em que as pessoas precisavam se olhar nos olhos para ter conceitos sobre os outros, mesmo que aqueles mais básicos. Sem olhar nos olhos, nada estava feito. Esse texto que está aqui embaixo foi escrito em 2005, e está totalmente desatualizado. ...tranquei Jornalismo na UFJF, fiz outro vestibular pra Relações Internacionais ( www.ri.pucminas.br) na PUC Minas, passei, fiz um período inteiro, tranquei, voltei pra Juiz de Fora, vou fazer não sei muito bem o que, mas o pêndulo da vida oscila entre voltar a comunicação e em conjunto fazer Ciências Sociais, transferir-me para Ciências Sociais ou ficar somente com comunicação. Só o tempo dirá o caminho que segui, só o agora quando estiver mais distante do presente poderá dizer qual caminho devo seguir. Demorei muito pra complementar esse profile, portanto, não tenham pressa em ler aqui o que eu, finalmente, decidi.

[versão 2005]

Vinícius, 18, ainda acredita nas pessoas, no governo, em promessas. Lê 5 livros ao mesmo tempo mas não acaba nenhum deles, desiste, pega mais 5. Dependendo do dia fala sozinho, e nos outros ri sozinho. Ama e odeia o passado... Mas é feliz, a seu modo. Guarda segredo muito bem, mas não sabe esperar a data para dar o presente de aniversário. Ama o mar, incomensuravelmente. Está a léguas de escrever como um Drummond, mas escreve por prazer, o que já lhe dá grande vantagem... Sonha ser diplomata do Itamaraty, mas acha q não daria muito pra isso. É um garoto que planeja, ao contrário daqueles que dizem: O amanhã pertence só ao futuro. Mas não fica triste se o caminho se desvia do pressuposto, adapta-o aos planos. Atualmente pretende fazer um mestrado em lingüística e um doutorado no exterior (com bolsa de estudos) em Ciência Política ou Relações Internacionais - priorizando o segundo. Mas ainda está no segundo ano da faculdade de Comunicação da UFJF, terceiro período. Em 15 anos veremos como ficou o planejado. Te encontro lá?


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