segunda-feira, janeiro 29

Sombra...arbmoS

Um dia, se minha sombra me deixar, eu não mais serei o mesmo.
Serei a esmo.
Serei só.
Serei sombra do que fui.
Andarei sem deixar rastros que me acompanham, sem deixar pegadas que flutuam.
A sombra me lembra da morte.
Ao mesmo tempo estou de pé e ensaio o meu deitar sombrio.
Mas se a perder, nada me lembrará a situação derradeira, e nada me lembrará que é a luz que dá sentido, que é a luz que contorna, que identifica.
E serei só, porque serei só o presente. Sem sombra de qualquer passado, de qualquer futuro, de qualquer impermanência.
Mas não desligarás nunca de mim, mesmo que estejas ligada por poucos pontos no teu vagar sombrio.


Algum dia claro e sombrio (só há sombras onde há claridade) de 2006

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