quinta-feira, outubro 26

Imagens Mentais

Em homenagem a CS Lewis, mestre da fantasia e da escrita mágica.

Azul.
Verde.
Árvore.
Estrada.
Poste.
Quando?
Carro.
Estrada.
Onde.
Choque.
Agora.
Homem.
Carro.
Azul.
Estrada.
Poste.
Choque.
Por que?
.
.
.

domingo, outubro 8

Feliĉa plorado...

Fojfoje mi volas ploreti, sed ne ĉar mi estas trista, tamen ĉar mi sentas min ege feliĉa. Tio estas stranga sento: volas plori por multa da feliĉo.

Sed kiu povas klarigi plene pri la sentoj? Tio estas malkonkludebla tasko! La sentoj estas tiel konfuzaj, ĉar ankaŭ tiel estas la homa animo.

Kiam vi vidas belan filmon (kiel “Corrente do Bem” aŭ “El coche de pedales”), larmgutoj falas el viaj okuloj, sed vi povas, intertempe, ankaŭ rideti silente. Sur la sama vizaĝo, larmoj kaj rido. Miksitaj, ĝin ne faras tristecon nek feliĉecon, sed ion eĉ pli kompleksa.

Hodiaŭ mi vidis la hispanan filmon “El coche de pedales”. Ege bela filmo, kion mi povas montri al esperanta grupo. La filmo havas subtitolon esperante, sed ĝi estas iomete malaranĝitaj. Tio malfeliĉigis min. Mi tentos, tamen. La filmo (Esperante: “La Pedal-aŭto”) estas sentplena kaj havas simplan belecon... ah! Mi volas ke ili vidu la filmon! Estas ega bedaŭrinda afero la malkorekteco de la subtitoloj! :(

Jes, jes... Krom tio, mi estas feliĉega! Morgaŭ mi vidos Lula-n kaj Alckmin-n en BAND kaj antaŭ mi instruos esperanton! Antaŭ mi parolos pri esperanta en la ĉefa strato de la urbo (Strato Halfeld), ĉar estas la “AGO TAGO” por esperanto! Jes! Bonege!

Ĝis! Olívia komprenos ĉi tion tekston. Luciana ankaŭ. Iu pli?

sexta-feira, setembro 1

Memória

Temos certa facilidade em lembrar de algumas situações (inusitadas) com mais facilidade do que nos lembramos de outras. Quando alguém nos conta algo que nos deixa triste, ou nos marca, não só lembramos a informação, como, normalmente, lembramos todo o contexto da situação.

Lembro, por exemplo, como fiquei sabendo da morte de todas as pessoas que amava que já desencarnaram. Lembro quando estava no colégio, e todos foram dispensados. Estranho. Um colégio de 2 mil alunos, todos liberados! Fui pra casa da minha vó, não sei porque, me levaram pra lá. Quando cheguei, no primeiro andar, me chamaram e disseram que meu melhor amigo tinha morrido. Meningite. Lembro direitinho, que fiquei chorando sentado em um sofá. Lembro do sofá. Lembro de como chorei. Lembro exatamente. E eu tinha quantos anos? Estava na terceira série, acho.

Lembro quando minha mãe me disse que minha tia Wanda tinha morrido, também. Nem tinha muito contato com ela. Não sei se foi antes do Bernardo, ou mesmo depois. Só sei que ela me chamou no quarto dela e falou. Precisamos conversar. Aí contou que ela tinha desencarnado.

Lembro quando empurrei meu segundo melhor amigo, na frente de vários colegas. Empurrei ele porque os outros ficaram “atiçando”. Depois disso, corri pra casa, entrei no banheiro e chorei. Chorei por ter empurrado meu amigo. Aquilo me machucou muito. Nunca havia machucado ninguém, e empurrei o Pablo. Lembro cada detalhe daqueles momentos.

Lembro quando cheguei em casa e vi o atentado de 11 de Setembro na televisão. Aquelas pessoas pulando. Lembro, também, quando vi, no meu quarto, de madrugada, os ecos de uma guerra sangrenta, lá no oriente médio. E chorei. Chorei ao ver as bombas caindo de madrugada nas casas, enquanto me via de madrugada, deitado em uma cama quente e ouvindo os passarinhos do fim de madrugada.

Lembro quando peguei uns papéis na minha gaveta, nos quais o Bernardo havia escrito o nome da garota que ele – naquela idade, de forma infantil – gostava. Havia prometido nunca contar para ninguém. Foi a primeira vez que guardei um segredo. Peguei o papel e queimei, para que ele recebesse pela fumaça. Mais de 10 anos depois, fiquei sabendo que o segredo nunca havia sido segredo. Mas eu fiz a minha parte.

Lembro como fiquei sabendo que minha vó morreu. Estava no computador, num bate papo. Conversava com alguém de longe. Sem ânimo. Eu sabia que ela ia morrer, naquele dia. Não sei porque, mas sabia. Era dia 26 de dezembro. O dia após o natal. Quando meu pai chegou na porta, quase disse: já sei, pai. Mas não falei nada. Aí ele disse: sua vó.

Lembro quando meu vô desencarnou. Ah, não precisa contar mais. Até porque, essas lembranças não inspiram tristeza em mim. Depois de ter virado espírita, na verdade, enxergo isso com uma naturalidade as vezes assustadora. Uma pequena viagem. Apenas isso. Só queria refletir um pouco sobre a memória. Essa capacidade de lembrar o contexto, o momento, os instantes, os cheiros, as cores, as sensações, está, parece-me, vinculado com o que estamos vivendo naquele momento. A gente lembra de cada coisa. As vezes é bom fazer esse exercício. Lembro da minha cidade natal. Do meu colégio, do primeiro colégio. Lembro de uma das minhas salas de aula. Bem antiga. E tento lembrar de tudo que aquele ponto me inspira. Vem cada lembrança! Aí basta fazer um exercício para direcionar para as boas lembranças, ou então, conseguir levar todas as lembranças com a mesma naturalidade!

Texto bem diferente. Bem “diário”. Tipo de texto incomum nesse blog. Ah, mas isso aqui não pode ficar vazio para sempre, ou então, que tipo de lembrança vocês vão guardar disso aqui? Haja memória para lembrar o endereço dele depois de tanto tempo sem usar! :D

sexta-feira, junho 16

Um rio que é a vida

Vinicius Werneck
16 de Junho de 2006

Há momentos em que nos encontramos como que estranhando a vida. São momentos de mudança. Os ventos sopram contra nosso barco, pousado sobre o imenso oceano de múltiplas possibilidades que é a vida. Se queremos apenas contemplar o poente somos levados; se queremos seguir contra os alíseos somos impedidos; se optamos por seguir na direção do vento, algo, como uma âncora, nos mantém inertes.

Nessas situações, quando por demais chorar sem motivo claro, nos afogamos nas próprias angústias de um espírito imortal, não devemos esquecer que não basta olhar para o destino para que o movimento se dê. Não é com o olhar distante que movemos o barco para o sem fim, mas com atitude.

Mas muita coisa nos impede de termos atitudes prontas, decididas. Somos como alguém plantado e só no meio de um imenso deserto, se não temos sonhos. Somos também como alguém em pé dentro de um rio, sem motivo para vencer sua força e caminhar em direção à nascente.

O vento batendo sobre nós nos leva parcialmente ao sul ou ao norte, donde voltamos quando este cessa. Não há constância, não há harmonia, se não lutarmos contra as arremetidas violentas do vento. Somos como alguém, triste ou feliz, de acordo com o momento. A busca de nossos sonhos, mesmo irrealizáveis, nos traz a felicidade. Se não existe o buscar, não há o sorrir. Só buscamos aquilo que nos toca o coração, só se é feliz quando se ama; e amar é abstrato. O rio, forte, causa dor e cansaço quando estancamos inamovíveis em seu leito, esperando que, por milagre, ele reverta seu curso, para nos levar ao nosso objetivo sem qualquer esforço de nossa parte.

Não há nada de errado nisso, desde que seja uma fase. Quando percebemos que é de uma pequena raiz de água que surge um rio de volume incompreensível, que qualquer tempestade começa na primeira gota, que o amor tem início em uma palavra e que a maior das árvores surge de uma pequena semente, conseguimos compreender que o primeiro passo contra o rio é o mais difícil que daremos até sua nascente.

Caminhe contra a corrente! Olhe à sua volta, olhe para si. Descubra seus sonhos, suas lutas, seus desejos mais íntimos, seus exemplos de vida, e faça uma jornada em busca de realizá-los. Você será feliz, a partir do momento em que conseguir lutar por seus sonhos sem causar com eles danos a outrem. Você será feliz, porque terá razão para viver. Terá razão para lutar por entender que cada passo dado o traz mais próximo de seus objetivos.

Não chore, mas se precisar, o faça nos ombros de um irmão; não desanime, mas se acontecer, não se isole: se aproxime; não desista, mas se isso ocorrer, retome as esperanças a fim de nunca mais perdê-la; não caia, mas se cair, não recuse um braço amigo; não sofra sozinho, procure ajuda: mas se não tiver ninguém, saiba, há alguém sempre pronto a te ajudar e que caminha com você – não se esqueça Dele.

Se suas lágrimas forem quentes e rolarem cortantes pela sua face, não deixe a prece como última alternativa. Faça um programa de auxílio a si mesmo, com metas, com propósitos, com objetivos. Se não tem objetivo, passe a ter: a busca de um sonho, a concretização de seus ideais. Faça da vida uma busca insistente. Batei, e abrir-se-vos-á; pedi, e obtereis. Procure ajudar o próximo, porquanto não tendo objetivo, você pode tomar emprestado o mais sublime de todos: que sua vida seja fazer os outros felizes! Que sua vida seja ajudar a realizar os sonhos dos outros! Que sua vida seja um constante reviver em si mesmo a esperança e a luta por um mundo melhor.

E um dia, após muito caminhar, após aumentar as águas que correm contra você com suas próprias lágrimas, vê-las-á ir embora com o rio, e observará, a medida que este fica mais fraco e calmo, uma nascente brilhante e límpida, onde reina a plena serenidade. Chorará lágrimas, agora de felicidade, por ter conseguido vencer suas próprias imperfeições, por ter lutado - e vencido - a vida.

segunda-feira, abril 17

Isso que é sincretismo religioso...

[post de intervalo. O último é grande, como o próximo tá demorando, vai alguma coisa soh pra não deixar sem nada! ¬¬ - EM HOMENAGEM a Lu que estava me cobrando algo novo. Esse é só de brincadeira, a Lu merecia umas 20 mil vezes mais! :D ]

Isso que é sincretismo religioso...

- E aí, vai no cinema hoje?
- Olha... Se Deus quiser,
e os santos disserem amém,
e Kardec consentir,
e Buda não for contra,
se o Papa não criar caso,
se Manoel Jacintho Coelho concordar,
se Edir Macedo não chutar "o balde",
se Krishna for a favor,
e se Sai Baba não disser não...
hum... ainda não decidi.

sábado, abril 1

Crônica de uma infância

[ficcão cotidiana]

Eu sentei naquele passeio daquela rua afastada do centro da cidade, e olhando as crianças que passavam saindo do colégio lembrei da primeira vez em que fui sozinho para a aula. Tinha nove anos e ouvi minha mãe dizer que aquele dia eu ia desacompanhado pra escola. Peguei minha mochila me sentindo homem, como se tivesse tirado carteira, ou com a mesma sensação que mais tarde senti ao falarem comigo “senhor, dá licença” no ponto de ônibus. Com a mochila nas costas e a merendeira em uma das mãos, saí de casa andando de maneira nem um pouco costumeira. Não sei se marchava, não sei se fingia ser mais velho do que era, só sei que mais tarde me perguntaram se eu estava assado ou com vontade de ir ao banheiro. Chegando no colégio a “tia” (até os 20 anos chamei uma das professoras assim, acredite) perguntou onde estava minha mãe. Feliz eu disse que hoje eu tinha deixado ela ficar em casa sem mim. E ela nem tinha chorado! Coisa de criança. Entrei no colégio, orgulhoso, e fui direto para o pátio. Num daqueles dias eu havia visto um garoto mostrar o tênis novo dele de maneira, digamos, bem sutil... Primeiro ele deu uma tossidinha.

- E aí, tudo certo Pedro? - o garoto perguntou para ele após percebê-lo.

- Ei, meu pé nem doeu hoje... – eu lembrava do menino-do-tênis-novo.

- Porque, ele tava doendo?

- Era o sapato. - o outro menino ia entrar na estratégia por causa dessa frase!

- Bonito seu tênis! - pronto!

- Ah é, é novo!

Se ele conseguiu eu pensei que também conseguiria. Ramf, ramf, dei uma tossida no pátio.

- Que houve, Tales? Tá passando mal?

Já não tinha começado bem.

- Não, não... – tentei responder, até que me engasguei com saliva.

- Tales? Talessss?

O menino infeliz chamou a professora, que me levou de mão dada pra enfermaria. A tosse parou rápido, mas, diaxo!, por que ela precisava me levar de mão dada?

Lembrei do Pedro e sua estratégia.

- Ai, ai... meu pé nem doeu hoje – disse feliz.

- Que?

Olhei para os lados enquanto caía na real. Ahn? Tales!!? Pensava eu... o que tem a ver com seu pé!

- É que minha mãe anda muito rápido quando me traz!

Sinceramente, eu fiquei feliz com essa minha solução. Me achei inteligente na hora.

- Que bom que ela não andou rápido hoje!

- Não, não! Não é isso... – e dei uma risadinha. Ele ia perceber. E eu ficava pensando olhando pra ele como uma tentativa de conversar telepaticamente: eu vim sozinho, owww!

- Ah, então vc comprou um tênis novo?

Ahhh! Isso era bem comum comigo. Resolvi ser direto:

- Minha mãe não me trouxe hoje. – dei uma risadinha que todo mundo que passava por esse ritual tinha que dar, pelo menos assim eu imaginava.

- Ela tá bem? Sua empregada que te trouxe anda devagar, é isso?

- Não. Não. Não, né!

- Ei, Tales... – disse o Gustavo. - Você já foi no médico olhar isso?

- AHHHHHHHHH!

É, dei uma estressada. Naquele dia no futebol nem fui escalado, porque o Gustavo era o capitão do time. Depois que ele escolheu as duas equipes veio feliz pro meu lado e me deu um tapinha nas costas dizendo:

- Amigão, viu só? Te deixei de fora hoje pra você olhar isso do seu pé... Sei lá, não quero que se machuque. Issaê, amigão!

Nunca odiei tanto ouvir um “issaê, amigão”. Fiquei pensando que quando comprasse um tênis novo, pelo menos, saberia como fazer pra que os outros ficassem sabendo.

Aquele dia voltei pra casa sozinho, pensando que não era muito bom em manipular o pensamento das pessoas como havia visto o Pedro fazer. Tudo bem, as vezes era culpa do Gustavo, que não tinha ficado no mesmo nível superior de sutilezas argumentativas. Tá, naquela época não pensei com essas palavras bonitas, mas o fundo era o mesmo.

E sentado naquele passeio, olhando as crianças saindo do colégio gritando, mães felizes segurando os filhos pela mão, ouvindo o barulho daquelas mochilas com rodinhas no passeio de cimento, observando o tio da pipoca, a tia do churros, lembrei de mais uma coisa meio esquisita hoje em dia. Saindo de casa minha mãe me pegou pelo braço e me disse rapidamente antes de me beijar a testa: não aceite bala de estranho, e nem adesivos em forma de estrela, que podem conter drogas que te deixarão viciado (em adesivos?).

Saudade daquela época. Na quarta séria briguei de vez com o Gustavo, quando ele olhou pra mim no primeiro dia de aula e perguntou:

- Uê, sua mãe não veio te buscar ainda?

quarta-feira, março 29

segunda-feira, março 20

TRADUÇÃO LIVRE: Letras-Guia

[ Se me perguntar: "Vinicius, você pensou nisso quando escreveu?" Direi: "Sim e não. Escolhi as palavras que, de alguma forma, além de seguia a ordem das letras "A" "M" "O" e "R", tinham um mínimo de "contexto semântico". Tudo bem, essa minha "tradução liiiiivre" não significa muita coisa, nem pra mim. O texto era apenas um desafio de construir algo que seguisse em absoluto a sequência de letras da palavra amor... e é por isso que iniava com "A"inda "M"uito "O"uvir-se-á "R"osas "A" "M"over "O" "R"iso... e assim prosseguia até a última palavra... Se você tiver vontade, traduza você também o texto euahieuahieua Para o português padrão mesmo! até! vinicius]

Ainda muito perceberemos as rosas (o amor) “ativar” a alegria que não tem onde, não tem lugar. Muitos ouviram a mágoa resmungar, esta, antes reticente, mesmo que numa modificação encurvada: (a mágoa) exalação impureza que escurece. Relume! (torna claro!) Ainda muitos ouvem moldes (cópias da realidade) obstruídos , ralos (sem substância), amuados (tímidos), margeados de rosas (cópias do amor, tímidas, obstruídas, ralas, mas enfeitadas por rosas para mascarar os defeitos interiores). Ainda muitos percebem a confusão dos mares, que criam rapsódias (composições literárias com trechos de várias obras, ou seja, recortes de várias percepções da realidade) a formar vagas (ondas) no resplancescente amor ( ou seja, euahiuehaiueaea: os mares confusos criam retalhos em nossa realidade com as realidades dos outros e reflete isso no amor resplandescente). ¬¬ Mordaz, todo poderoso, refém: assim é o amor. O reencontro apriziona os amantes menos acostumados a tal acontecimento. Reconheçam, oh, o povo, a balbúrdia, é exemplo/revela/demonstra/ o Amor!

quarta-feira, março 8

Letras-guia (quarto texto da série de exercícios)

[ texto quarto, da série - pequeno]

Ainda muito ouvir-se-á rosas a mover o riso andarilho. Muitos ouviram resmungar a mágoa outrora reticente, ainda mesmo o reverso adunco: miasma obscurecente. Relume! Ainda muitos ouvem retirar-se apressados moldes obstruídos, ralos, amuados, motivando, originariamente, ramalhetes argentinos, múltiplos, ondeando rosas. Ainda muitos ouvem rebuliço agitando mares, oportunizando rapisódias a marulhar o resplandecente amor. Mordaz, onipotente, refém: amor. Mesmo o reencontro apriziona mesmo os referidos amantes menos ostensivos. Reconheça, ah, multa-grita o revela, Amor!

[você captou que o texto é escrito assim: primeira palavra começa com a, segunda com m, terceira com o, quarta com r, formando sempre a palavra amor, de quatro em quatro palavras? é difícil. não significou muita coisa, apenas que amor é mesmo uma confusão. grita-multa (multa-grita) é balbúrdia... isso revela o amor; seja qual for]

quinta-feira, março 2

Caminharei

[Período de textos loucos, agora no número 3. É o conjunto das duas propostas dos 2 primeios textos. Sem vírgula e sem ponto]


Partindo de hoje caminharei para sempre e sempre sem rumo sem definição sem carteira sem qualquer supertição eu vou e sei que vou e caminhar é o meu destino pode apostar e vou em frente sem parar e vou correr pra algum lugar e vou partindo esse é meu destino e vou andando logo a frente e vou chegar sempre e saiba você que logo que esse dia tão sagrado chegue meu amigo eu te digo que meu rosto se viciará a ficar em forma de sorriso pois de sorriso eu vou viver e vou andar até chegar e vou chegar a algum lugar e vou descer de mim mesmo pra acampar eu vou na margem do caminho que é a vida e nele mesmo sem pensar sem despedida e sem dormir mais que um minuto eu vou sonhar que estou andando e estou partindo e estou chegando e mesmo parado a terra passará sobre meus pés que embora inertes se moverão sobre o presente que mesmo agora nunca foi nunca será nunca é e sempre é ao mesmo tempo e sem parar e sempre tento vai chegando e vai passando e foi presente e é presente e é de graça esse é o intento e nunca para e segue em frente sempre e sempre sem rumo sem definição e sem carteira nem comissão.

[Quantos será qu não estão rezando pra que essa fase acabe!?]

quinta-feira, fevereiro 23

O Bonde

[ período de textos loucos? exercícios (a)criativos? ]

Pega o bonde pega o bonde e sai correndo que a vida tá chegando logo atrás e tá passando e tá passando. Vê a vida ir à frente já passou por seu “agora” e o seu “agora” já é o ontem de muita gente que à frente foi. Vê a moça de olhos pregados no céu que ameaça a chuva mandar. Vê o moço de olhos pregados na saia da moça que vê a hora da chuva cair. Vê o parque passando a loja passando a padaria passando. Vê da janela do bonde a briga na porta da escola de ensino médio. Vê a chuva cair e olha a moça que agora sorri pelo canto da boca. Vê o moço que olha a moça também sorrir pelo canto da boca. Vê a moça de olhos pregados nos rios que a chuva faz na avenida que o bonde passa. Vê a prefeitura passar levando consigo uma casa e outra casa e um prédio e um banco. Vê a moça descer do bonde pulando a poça que a avenida fez. Vê o moço de olhos na moça sorriso desfeito e olhos tristes que a moça desceu. Vê seu ponto chegar e a vida parar e o bonde apitar. Vê você outra poça também e desce do bonde e escapa do bonde e esvai pela arcada do bonde e sai correndo que a vida à frente não pode não pode esperar.

[ pra que vírgulas? a ambiguidade também é arte, é liberdade de criação e interpretação pessoal]

quinta-feira, fevereiro 2

E porque rasgasse a noite...

O silêncio era irritante porque rasgava a noite. Faz viajar.

E porque rasgasse a noite, e porque triste e mudo, e porque silente e cortante viajasse pelos átomos do desespero que cumpriam sua hora batendo cartão na madrugada, ouviam-no ao longe, uivar de dor, de solidão, de tanta solidão que até mesmo as palavras lhe abandonaram, naquela primeira aurora, naquela prima hora, como em uma áurea libertação da rotina, que quando rôta já muda de nome, já muda de rota, já se transforma, como tudo, sem parar, que transforma, que se queima, que se banha se estranha e espantada diz ao próprio céu da própria boca que se sabe ali mas não se vê, diz a si mesmo que a vida é essa, que a vida está essa e é você que inventa, como diria Ferreira Gullar, pois a arte do encontro que é a vida, também é a dos desencontros, como disse o também poeta Vinícius de Moraes, cujo nome, assim como os versos de um soneto de petrarca, são dodecassílabos perfeitos, tal qual “Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes”, e percebo, após esse comentário sua expressão de inutilidade, tal como a vi nos olhos do último que acabou de ler o texto e nem sequer comentou, sequer comentou aquele comentário mortiçamente construído, sequer escreveu uma frase de amigo que gosta de todo e qualquer texto, nem ao menos deu-se ao trabalho de criticar, ou nem mesmo poderia fazê-lo, pois pode ser até o caso de ter chegado à essa linha sem ter percebido que não há sequer um ponto após o início deste parágrafo, não é comadre – comadre? – ou compadre – não sei – que nos lê, e que, certamente, deixará um belíssimo comentário ao acabar o louquíssimo texto que por ora se apresenta nestas letras opacas como a vida de que não acredita em si e neste fundo pálido como a memória daquele que nunca amou – nem a si mesmo -, e que, por egoísmo, vê na tristeza dos outros sua densa alegria – um cão late. Late. Late.

O silêncio, pesado, incontido, deixa de existir. A viagem termina. O barulho nos dá o que pensar.

domingo, janeiro 29

Pensamentos e Fragmentos

O Super Sincero – Série da Globo

Sinceramente... essa série está muito ruim, sem graça, bestinha... Não vale a pena ver, não vale a pena o espaço na TV, não vale a pena gastar um ator como o Luiz Fernando Guimarães.

Vinícius

O documentário sobre o Vinícius de Moraes estreou essa semana em Juiz de Fora. Vi o filme em outubro em BH. Muito bonito mesmo.

Violão

Estou aprendendo violão! Depois de 2 anos com o violão já comprado, inicio de vez minha vida “violonística”. Estou aprendendo “Irmão Sol, Irmã Lua”, do filme italiano do Franco Zefirelli, sobre Francisco de Assis e (Santa) Clara. A música tem versão em português que a deixa muito gostosa de cantar:

Meu irmão sol, irmãzinha lua,
Eu nunca os via, em minha escuridão,
Perdido estava na dor na solidão...
Meu irmão vento, irmãzinha água,
(...)

Se eu fosse você...

Vi esse filme brasileiro no cinema aqui em JF com amigos e gostei muito. Nem vi a hora passar. Parabéns pro Tony Ramos, que dá um show nesse filme.

Esperanto

Estou estudando muito esperanto (com o Waldyr) esse começo de ano. Daremos aulas no nível baza e no nível meza (básico e intermediário, respectivamente), durante esse primeiro semestre. Quem quiser saber mais entre em www.kke.org.br e quem quiser tentar fazer um cursinho gratuito e interativo (com áudio...) visite www.cursodeesperanto.com.br .

Blog em Esperanto

Vou começar um blog em Esperanto, acho que já tenho condições disso, e, além do mais, preciso treinar e adquirir amplo vocabulário. (20 min depois) Pronto! O blog em Esperanto já tem endereço. www.viniciuseo.blogspot.com :: Eo :: é a sigla para o esperanto. Na Internet isso é bem patente. Na www.wikipedia.org por exemplo o site em esperanto é eo.wikipedia.org .

domingo, janeiro 22

Celulares, Piadas Horríveis, Contingências da Vida (ou seja, sandálias arrebentando)

Eu e Carol no msn, falando sobre o dia lindo que ela teve! :D
Ri muito Carol! Comentem!
vinicius

----x----

CaroLziTa xD -
c num vai acreditar no q eu fiz com meu celular
werneck -
não vai dizer q rompeu relações com ele
CaroLziTa xD -
nao q eu kisesse sabe...
CaroLziTa xD -
mas acabei rompendo
werneck -
pq?
CaroLziTa xD -
e exu q eh pra sempre
werneck -
quem te forçou a tal iniciativa
werneck -
não chora
CaroLziTa xD -
ninguem forcou
werneck -
DÁ cabeça
CaroLziTa xD -
foi o destino sabe...
CaroLziTa xD -
huahHAuhUAHuHUAhuHAuhUhauHuhaUHauHUhauHuahA
werneck -
não gosto de me destacar
CaroLziTa xD -
essa letra igual ta tensa neh
CaroLziTa xD -
vo mudar
werneck -
mas nossas letras estão tão iguais
CaroLziTa xD -
aa
CaroLziTa xD -
=/
werneck -
q coloquei negrito
werneck -
eauheiuahieua
CaroLziTa xD -
huahuahuhahuauha
werneck -
ehaiuheaiuheaiuea
CaroLziTa xD -
okk
werneck -
pensamos MTOOOO ao mesmo tempo
CaroLziTa xD -
eu ia fazer isso
CaroLziTa xD -
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhh
CaroLziTa xD -
e olha q eu so lerda hein
CaroLziTa xD -
ahuahhauhuaha
werneck -
UEHAIUEHAUIEHAHEA
werneck -
oq vc quis dizer
werneck -
q vc melhorou
werneck -
ou q eu to piorando
CaroLziTa xD -
hauhauhuahauhuahuhauhuahuhauhuahuhauhuahua
CaroLziTa xD -
ai vai do ponto d vista d cada
CaroLziTa xD -
um
CaroLziTa xD -
nha
CaroLziTa xD -
dexa eu te contaaaaaaaaa
werneck -
eauehaiuehaiuea
werneck -
conta
CaroLziTa xD -
o fim q deu meu celularr
CaroLziTa xD -
entao olha so
CaroLziTa xD -
o q q essa sua amiguinha lesadINHA fez
werneck -
inha? eauheiuahea
werneck -
conta
CaroLziTa xD -
eu bati meu celular na makina d lavar roupas sem kerer
werneck -
a máquina estava mal educada?
CaroLziTa xD -
como assim mal educada?
werneck -

werneck -
vc teve q bater o celular nela
werneck -
ã ã ã? (fazendo sinal de "sacou?" com a mão direita)
CaroLziTa xD -
hUAHuHAhUHAHUAhUHAuHUAhUHAuHUAhuHAuHAUhUAhuHAuhauHuahUhaUhuaHuhauhuaHuahUhuaHuhaUhauHuaHha
CaroLziTa xD -
comeedia demais essa pessoa
CaroLziTa xD -
nao vinicius
werneck -
ehaiuheiauheiuaheiuaheiuaea
CaroLziTa xD -
eu disse bater d colokar o celç dentro da makina e ligar
werneck -
ahhh
werneck -
mas pra q vc colocou o cel dentro da máquina e ligou
werneck -
pelo menos se ele tivesse caído
werneck -
mas colocar assim, propositalmente
werneck -
onde já se viu!
CaroLziTa xD -
pra lavar ueh
CaroLziTa xD -
hauhauhuahua
CaroLziTa xD -
zua
CaroLziTa xD -
huahauahuhahuahua
werneck -
eayehaiuheiauheiuahieuaea
werneck -
vc percebeu isso em q momento da lavagem?
werneck -
centrifugação
werneck -
enxágue
werneck -
molho
CaroLziTa xD -
eh pq tava no bolso do short da Mary
CaroLziTa xD -
huahhauhuahhauhuahuhauhauhuahha
CaroLziTa xD -
depois q ja tinha batido td e eu fui pendurar a roupa
CaroLziTa xD -
ai eu vi q tava pesado
CaroLziTa xD -
e q eu nao tava axando o meu cel
CaroLziTa xD -
ai eu ligueio as coisas entendeu?
werneck -
eUHEaiuheAIUHeiuAHIEUAUIea
werneck -
aeheaeaehehaahehaehaeahe
werneck -
pq vc nao tentou ligar pra ele
werneck -
aí ele ia fazer:
werneck -
blu blu blu
CaroLziTa xD -
hauhuahahhuahuahuhuahuhauhuaha
CaroLziTa xD -
pq ele ja nao tava funcionando neah
werneck -
salvou o chip pelo menos?
CaroLziTa xD -
uhum
werneck -
ah
werneck -
nem tudo se perdeu
CaroLziTa xD -
minha mae fiko furiosa
werneck -
com a máquina?
werneck -
tb acho uma absurdo
werneck -
processa a firma lá
werneck -
tem escrito:
werneck -
"não fazer a higiene do celular na máquina" ?
CaroLziTa xD -
flo q so vai em da outro pq eh o unico jeito dela fik em contato cmigo
werneck -
uhauehiuaheiauheiuaea
CaroLziTa xD -
huahuhauHUahuhhauhauhuahua
CaroLziTa xD -
vo pedir outro
CaroLziTa xD -
a garantia num cobre nao?
werneck -
euahuiehauiehaiueaea
werneck -
cobre sim
werneck -
liga pra lá e diz:
werneck -
Moça, eu coloquei meu celular na máquina, com amaciante e tudo! Mas acontece que na minha máquina não tem lavagem a seco, aí, tipow, digamos, ele, ahm, afogou!
werneck -
euaheiuahieuahieauea
CaroLziTa xD -
hahuhaUHauHAuHUhUHauUAhuAuHAUhUAHuHAuHUAHuHA
CaroLziTa xD -
so vc mesmo
werneck -
esse papo tá mto engraçado
werneck -
vou publicar ele no meu blog
werneck -
hua hua hua hua (risada maligna)
CaroLziTa xD -
hauhauhuahuahuahuha
CaroLziTa xD -
eh neh
CaroLziTa xD -
mais milhoes d gente pra saber dfa minah burrada
CaroLziTa xD -
nussa
werneck -
heiuahiueahiuehauiea
CaroLziTa xD -
c num sabe
werneck -
não diga isso!
werneck -
isso vai aparecer na internet
CaroLziTa xD -
hje nao foi meu dia!!
werneck -
não se deprecie
CaroLziTa xD -
affff
werneck -
olhe lá
CaroLziTa xD -
hauhauhuahuhauhuahhauhuauuahuauhauah
werneck -
conta conta!
werneck -
vai dar ibope
werneck -
record de recados!
werneck -
ops, de comentários!
CaroLziTa xD -
hauhauhauha
CaroLziTa xD -
eu tava xegando nu ala
CaroLziTa xD -
7h mais ou menos
CaroLziTa xD -
e o q me acontece?^?
CaroLziTa xD -
MINHA RASTEIRINHA ARREBENTA!
CaroLziTa xD -
fikei andando q nem uma manca
CaroLziTa xD -
sem conta q tive q tirar pra subir a escada, pq eu dei a SORTE de pegar o alameda 4!!
werneck -
iuheiuaheiuahieuauea
werneck -
eHEAUIheIUHAIUEhaIUEHAIUEA
CaroLziTa xD -
eu nunca assisto filme la! smepre vo la embaixo! ai qndo me acontece essas coisas eu tenhuq subi escada
werneck -
aih as pessoas te procurando no cinema:
werneck -
A - cadê a carol?
B - num sei, já era pra ela ter chegado
A - poiseh.. Será q ela subiu?
B - pra onde?
A - naquela escada ali, q temuma manca subindo.
B - num sei.
A - Alá! aquela menina! q tá do lado da manca descalça! É a carol?
werneck -
ehaiuheaiuheiuaheiuaheiauiea
CaroLziTa xD -
hauhuaahuhauhauhuahuhauhauhuahuaha
CaroLziTa xD -
bobo
CaroLziTa xD -
foi horrivel
werneck -
ehauiehiauheiauheiauheiuaea
werneck -
minha piada ou a situação?
CaroLziTa xD -
ams foi pior ainda na saida
CaroLziTa xD -
pq eram 9h
CaroLziTa xD -
e tava mtooooooooooooooooooooooooooooooooo mais cheio
werneck -
haiuehaiuehauiehiaeuaea
CaroLziTa xD -
a situacao
werneck -
aí pisaram no seu pé
CaroLziTa xD -
mas a piada tb
CaroLziTa xD -
hauhauahha
werneck -
a sandália caiu da sua mão
CaroLziTa xD -
nao
werneck -
e alguém gritou:
CaroLziTa xD -
pq eu atravessei a rua
werneck -
CHUUUUTAAAA
werneck -
euahuieahiueahiueahieauea
CaroLziTa xD -
hauHAuhUAHuAhUHAuHAuHUAhuHauHUAhuHAuHUAhUAHuHUAhA
CaroLziTa xD -
nao vinicius.. nao foi bem assim
CaroLziTa xD -
eu fui do outro lado p ninguej ver
werneck -
uheiuahiuehaiuea
werneck -
carol
CaroLziTa xD -
so q eu keria um sorvete d farinha
CaroLziTa xD -
du mc donalds
CaroLziTa xD -
eu
werneck -
deixa eu colocar essa conversa no meu blog?
werneck -
deixa deixa deixa
werneck -
de rafrinha?
werneck -
ops, farinha
werneck -
?
CaroLziTa xD -
eh
CaroLziTa xD -
eh top sundae.. q vem akela farofa em cima sabe?
CaroLziTa xD -
pode vinicius.... eu dexo
werneck -
euaheiuahueahiuea
werneck -
sério?
werneck -
ehIUAEhiueahuieaea
werneck -
eu fiquei sabendo q tem um q é Negresco moído
werneck -
euaheiuahieuahuea
CaroLziTa xD -
serio
CaroLziTa xD -
hauhauhuahuahuauhauhaa
CaroLziTa xD -
ai c exagero
CaroLziTa xD -
Hauhauuahhauahuha
werneck - POST NOVO! 12/12 www.viniciusri.blogspot.com - Felicxan Kristnaskon! diz:
to editando já
werneck - POST NOVO! 12/12 www.viniciusri.blogspot.com - Felicxan Kristnaskon! diz:
pra ir pro blog
CaroLziTa xD diz:
ai ai ai


PRONTO, E JÁ ESTÁ NA INTERNET