- A minha Verdade... -
Como é engraçado pensar. Quando eu era criança, pré-adolescente, tinha a mania de achar um absurdo que os outros não comungassem da minha verdade. Como é que fulano não gosta de piano? Como ele não pode gostar de bossa nova? Como é que pode fazer sentido pra alguém não respeitar os animais? Queria que todos pensassem como eu, e achava que isso era questão de tempo. E foi. Percebi que a minha verdade era isso e nada além. Entendi que o sentido é uma construção também pessoal, e que, por isso, aquilo que era a base da minha vida, por outro podia ser relegado ao décimo plano. E essa mudança foi muito saudável. Mas nunca fui prosélito, nunca fui insistente. Apenas demorei (nem tanto) a entender que a verdade não tinha simulacros, era, antes, múltipla.
- O Código Da Vinci / Dan Brown -
Li 350 páginas do livro e posso fazer (não contem o fim!) algumas ponderações...
O autor é extremamente competente, não há como duvidar. Além disso, escolhou um tema polêmico (religião, arte, simbologia), embora o tenha utilizado de forma negativa. Ele mescla o absolutamente ficcional (personagens, romances), as teorias discutíveis e discutidas (Santo Graal, Jesus e Madalena)e o comprovadamente factual (existência de Priorados, da Opus Dei) de forma ardilosa. O autor associa nas páginas as diversas teorias aos fatos, e ainda inclui o ficcional entre estes, de modo que em determinado momento do livro não se sabe mais o que é fato e o que é apenas uma teoria defendida pelo autor. Extremamente prejudicial ao leitor mediano, já que desarma-o ao embaralhar essas questões, não é uma forma "a-intencional" de escrita. Dan Brown acaba conseguindo com que muitos terminem o livro concordando inconscientemente com ele nas questões mais polêmicas dos últimos séculos. Dizer que é um livro perigoso é exagero, mas não é um livro comum. Leia-o vendo nele um emaranhado de teorias da conspiração, que podem ou não ser verdadeiras, mas sobre as quais muito se discutiu e quase nada se concluiu. A leitura, sim, vale a pena. É fluene e intrigante, não é a toa que sugiram meia dúzia de livros tentando explicar, corroborar ou contradizer O Código, e que o livro do Dan Brown tenha virado best seller mundial, com mais de 15 milhões de livros vendidos (podendo chegar a 20 mi).
- Ano Novo -
Não tem como. Ano vai, ano vem, e as promessas se repetem. O mundo foi muito bem feito, e é meu dever de cidadão cônscio admitir. A maior sabedoria do mundo é a possibilidade ampla e indiscutível do recomeço. E embora não vejamos, o mundo está perpassado de recomeços. São mini e macro ciclos, que se unem. A cada segundo, um novo segundo. A cada 60 destes um minuto. A cada outros 60 minutos uma hora. E é aí que começa. As horas significam a mudança menos intensa. "Preciso passar umas horas sozinho." Com o passar das horas melhoramos. O dia é outro esperto ciclo. Quando estamos com dor de cabeça, 8 da noite, a melhor coisa a fazer é dormir. "Acordarei melhor", dizemos. É o ciclo. Imagine que suplício seria se não houvesse o amanhã, assim, configurado, e a vida fosse um imenso dia (ou uma interminável noite), que não recomeçasse a cada amanhecer; seria triste: uma eterna escuridão ou uma eterna luz, sem a alteração dia/noite, claro/escuro, yin e yang. E depois vem a semana, a Senhora das Dietas, das melhorias de humor, das pequenas atitudes. "Segunda começo a dieta", sem falta. Juntando 4 semanas, que são formadas por 7 dias, que são formados por 24 horas, e etc, temos o mês. Define nossas programações e nossas matrículas em cursos de inglês e além disso, pode ser a segunda alternativa àqueles que estão menos animados com as dietas. "Mês que vem prometo entar na dieta". Depois temos o ano, praticamente o único reduto daqueles que perderam todos os recomeços contidos nele: 12 meses, praticamente 48 semanas, 365 dias, 8760 horas, 525.600 minutos... Acho válido, sim, promessas de ano novo, mas aproveite as promessas que fizer pra analisar: normalmente, esses são seus maiores desafios, afinal, você não os venceu durante o ano todo. Mas a regra permite que sejamos reincidentes no ano novo, vale prometer o já prometido, mas faça de tudo pra que essa seja a última vez, e que, ano que vem, possa prometer outras coisas mais. Mas prometa de coração.
PODCAST ENTRE ASPAS
quinta-feira, dezembro 30
sexta-feira, dezembro 24
Caro vizinho...
Texto entregue para a disciplina de Redação em Língua Portuguesa II, da Faculdade de Comunicação (www.facom.ufjf) da UFJF (www.ufjf.br). A proposta era a produção de uma carta entre vizinhos, ou reclamando, ou pedindo desculpas. Adivinhem qual escolhi?
Feliz Natal! Ho-ho-ho !
Rio de Janeiro, 23 de Dezembro de 2004
Caro vizinho,
Tomei a liberdade de colocar esta carta dentro do seu jornal. Quem sabe o senhor chegue na parte de Esportes, logo ao lado da notícia sobre o Vasco e encontre esta breve missiva. Aliás, essa é uma das coisas que sei sobre o senhor. Sua paixão por esse time é, talvez, conhecida do outro lado do atlântico, pela altura que o senhor executa o hino, religiosamente às 7 horas da manhã. Por falar em jornal, havia ali uma notícia sobre barulho na qual eu fiz questão de passar um marca texto amarelo. Espero que o senhor não se incomode.
Se, pois, esse pedaço de papel chegar até suas mãos, e mais, se o senhor se dignar a lê-lo, por favor, chegue ao fim. Nesse espírito natalino que nos ronda – pelo menos deveria -, apelo ao senhor mais uma vez: não desça, vestido de bom velhinho, de rapel pela frente do prédio, como no último ano. Isso me custou algumas dezenas de reais na troca do vidro da sala, e mais de hora varrendo os cacos. Que o papai Noel desça de elevador, como todos os outros mortais. Ele não está mais na flor da idade.
Sei que é o seu trabalho, e que aquilo era um treino para outra apresentação, mas os presentes podem chegar pala lareira – ou pela porta, já que não estamos na Europa. Ah, e não cisme de me fazer feliz como no natal de 96, quando trouxe bolas de soprar cheias de confete aqui pra porta de casa, e entoou “Noite Feliz” com alguns amigos. Não vai me convencer novamente a ir cear em seu apartamento. A comida estava péssima e seu cachorro é insuportável.
Amigos, amigos; vizinhos à parte. Já diz o velho ditado. E pra piorar, o xixi do seu cãozinho – ao qual, não sei a causa, o senhor deu o meu nome – manchou minha (ex-)blusa preferida. Por que motivo o senhor foi insistir: “pega ele no colo, pega, ele não faz nada”. Nada além de xixi em mim.
Se parasse por aí ainda não seria tão ruim. Mas além da comida (péssima), do cachorro (fedorento), da música “Noite Feliz” (desafinada e brega, convenhamos), o senhor ainda foi arrumar filhos. O mais novo ficava me dando socos, e o de dez anos fazendo caretas.
Mas é com extremo carinho que peço a vocês um pouquinho de paz no Natal. Vocês sabem que não tenho nada contra essa família tão linda.
E é nesse clima festivo que termino a carta. Me perdoe se a letra é tremida, mas foi a idade. A genética me fez envelhecer muito rápido. Quem diria que tenho somente quarenta anos!
Do vizinho de baixo,
Boas festas,
Severino
Feliz Natal! Ho-ho-ho !
Rio de Janeiro, 23 de Dezembro de 2004
Caro vizinho,
Tomei a liberdade de colocar esta carta dentro do seu jornal. Quem sabe o senhor chegue na parte de Esportes, logo ao lado da notícia sobre o Vasco e encontre esta breve missiva. Aliás, essa é uma das coisas que sei sobre o senhor. Sua paixão por esse time é, talvez, conhecida do outro lado do atlântico, pela altura que o senhor executa o hino, religiosamente às 7 horas da manhã. Por falar em jornal, havia ali uma notícia sobre barulho na qual eu fiz questão de passar um marca texto amarelo. Espero que o senhor não se incomode.
Se, pois, esse pedaço de papel chegar até suas mãos, e mais, se o senhor se dignar a lê-lo, por favor, chegue ao fim. Nesse espírito natalino que nos ronda – pelo menos deveria -, apelo ao senhor mais uma vez: não desça, vestido de bom velhinho, de rapel pela frente do prédio, como no último ano. Isso me custou algumas dezenas de reais na troca do vidro da sala, e mais de hora varrendo os cacos. Que o papai Noel desça de elevador, como todos os outros mortais. Ele não está mais na flor da idade.
Sei que é o seu trabalho, e que aquilo era um treino para outra apresentação, mas os presentes podem chegar pala lareira – ou pela porta, já que não estamos na Europa. Ah, e não cisme de me fazer feliz como no natal de 96, quando trouxe bolas de soprar cheias de confete aqui pra porta de casa, e entoou “Noite Feliz” com alguns amigos. Não vai me convencer novamente a ir cear em seu apartamento. A comida estava péssima e seu cachorro é insuportável.
Amigos, amigos; vizinhos à parte. Já diz o velho ditado. E pra piorar, o xixi do seu cãozinho – ao qual, não sei a causa, o senhor deu o meu nome – manchou minha (ex-)blusa preferida. Por que motivo o senhor foi insistir: “pega ele no colo, pega, ele não faz nada”. Nada além de xixi em mim.
Se parasse por aí ainda não seria tão ruim. Mas além da comida (péssima), do cachorro (fedorento), da música “Noite Feliz” (desafinada e brega, convenhamos), o senhor ainda foi arrumar filhos. O mais novo ficava me dando socos, e o de dez anos fazendo caretas.
Mas é com extremo carinho que peço a vocês um pouquinho de paz no Natal. Vocês sabem que não tenho nada contra essa família tão linda.
E é nesse clima festivo que termino a carta. Me perdoe se a letra é tremida, mas foi a idade. A genética me fez envelhecer muito rápido. Quem diria que tenho somente quarenta anos!
Do vizinho de baixo,
Boas festas,
Severino
quarta-feira, dezembro 15
Outro Sol
Chegou a fase de comprar livros. Nada melhor do que isto, convenhamos. Roupas, sapatos, video-games... Tudo é moda; um livro bem escrito é eterno. E eu rodei todos os sebos do centro de Juiz de Fora, que ficam, aliás, todos numa mesma galeria em forma de ferradura. Quem sabe 6, 7 sebos, e em nenhum deles achei um livro que me interessasse. Achar livro em sebo é como pegar uma batéia, sentar à beira do rio, e de repente ver, lah no fundo, brilhar um pouquinho de ouro. É uma sensação de achar dinheiro na rua, com o benefício de não criar consciência pesada.
Fui pra faculdade e comprei 2 revistas Lumina, da pós em Jornalismo da UFJF. Já tinha a 1,2,3,4 e 9. Comprei a 6/7 (siameses) e a 8. A 5 se esgotou. E comprei outro livro, um livro de poemas. O título é por demais sugestivo, e eu já não aguentava mais de curiosidade de ler os poemas. O autor, que quase formou em filosofia, é de uma intelectualidade (não forçada, diga-se) surpreendente. O livro, chamado OUTRO SOL, reúne os poemas de Julio Polidoro que foram escritos de 1979 até 2003. Meu livro ainda vem com dedicatória (estou chique mesmo, galera!).
Não li o livro todo, obviamente. Afinal comprei ontem, e os poemas são difíceis de captar. Recomendo o livro, e aí seguem dois poemas que gostei muito:
"meu coração um ancião habita
e aponta longe o corpo que vivi
o corpo que vivi perante a porta
perante a porta que jamais abri
seria após o Éden, seus jardins?
depois viria o que não tenho em mim?
ou portas e mais portas para abrir?
sem chaves, fechaduras, sem o si?
não há que erguer o véu, buscar resposta
nem há o corpo longe que perdi -
mas onde a porta por detrás da porta?"
(Julio Polidoro - Outro Sol, P. 109, 2004)
---
"O círculo"
círculos são retas no desvio
curva para dentro
autofagia
giro do pião
a seta
apontando-se
(Julio Polidoro - Outro Sol, P. 197, 2004)
---
Nem ouso explicar os poemas. Tenho pra mim que certas coisas quando explicadas perdem a magia (tente explicar uma piada, um poema, uma mágica. Na mesma hora cai por terra o encantamento). E há outro motivo: pra explicar teria que ter entendido, e ademais, teria que crer que só há uma explicação. E nisso eu não acredito. Não há verdades em análises de sentimento.
Vinícius Diniz
(comprem o livro!)
Fui pra faculdade e comprei 2 revistas Lumina, da pós em Jornalismo da UFJF. Já tinha a 1,2,3,4 e 9. Comprei a 6/7 (siameses) e a 8. A 5 se esgotou. E comprei outro livro, um livro de poemas. O título é por demais sugestivo, e eu já não aguentava mais de curiosidade de ler os poemas. O autor, que quase formou em filosofia, é de uma intelectualidade (não forçada, diga-se) surpreendente. O livro, chamado OUTRO SOL, reúne os poemas de Julio Polidoro que foram escritos de 1979 até 2003. Meu livro ainda vem com dedicatória (estou chique mesmo, galera!).
Não li o livro todo, obviamente. Afinal comprei ontem, e os poemas são difíceis de captar. Recomendo o livro, e aí seguem dois poemas que gostei muito:
"meu coração um ancião habita
e aponta longe o corpo que vivi
o corpo que vivi perante a porta
perante a porta que jamais abri
seria após o Éden, seus jardins?
depois viria o que não tenho em mim?
ou portas e mais portas para abrir?
sem chaves, fechaduras, sem o si?
não há que erguer o véu, buscar resposta
nem há o corpo longe que perdi -
mas onde a porta por detrás da porta?"
(Julio Polidoro - Outro Sol, P. 109, 2004)
---
"O círculo"
círculos são retas no desvio
curva para dentro
autofagia
giro do pião
a seta
apontando-se
(Julio Polidoro - Outro Sol, P. 197, 2004)
---
Nem ouso explicar os poemas. Tenho pra mim que certas coisas quando explicadas perdem a magia (tente explicar uma piada, um poema, uma mágica. Na mesma hora cai por terra o encantamento). E há outro motivo: pra explicar teria que ter entendido, e ademais, teria que crer que só há uma explicação. E nisso eu não acredito. Não há verdades em análises de sentimento.
Vinícius Diniz
(comprem o livro!)
domingo, novembro 28
Ah, o mar!
Amo o mar. Talvez seja uma das coisas mais lindas que Deus tenha criado. O mar, as árvores e eu (tá... deixem eu delirar um pouco!). Sentar na praia sem nenhuma criança jogando areia pra cima - que depois sem dúvida cai diretamente no seu olho esquerdo com o devido auxílio do vento, olhar para o horizonte, onde parece que o mar desgruda do céu. Pensar que ali está a África. Pensar que aquilo tudo é água! Meu Deus! É muita água! Pensar naquilo que todo pai diz: a rainha da Inglaterra também faz xixi no mar, assim como você (será que nosso xixi já se encontrou com o dela do outro lado do mar?)... Pensar na minha irmã quando sai correndo da água ao ver um cardume passando a 10 metros... Nossa... Teve uma vez que eu estava na areia, com minha família, meu avô, todos nós comendo pastéis. Do nada uma enormidade de abelhas passaram perto de nós, muita abelha. Teve gente que corria, teve gente se escondia no mar. Meu avô mandou eu ficar quieto, agaixado, sem mexer. Assim fiquei. As abelhas não me importunaram. Minha irmã e meu pai estavam no mar, e ficavam tentando mergulhar pra fugir daquelas milhares de abelhas intrusas. E meu pastel, com metade comido e com o recheio todo me esperando no fundo. É. Aconteceu. Uma danada de uma abelha, vendo que eu estava imóvel, pousou na beirada do pastel, foi andando e entrou nele, se refestelando no recheio. Que tristeza! Nessas horas sempre prometo a mim mesmo comer o recheio logo começo! Foi aquela típica situação de quem come o bolo de brigadeiro e deixa o recheio por último, ou quem come a coxinha de catupiry pelas bordas para ficar só o catupiry se equilibrando vastamente num pequeno pedaço de massa, e chega um amigo esperto e pede uma pedaço. Só que o amigo no caso era a abelha. Uma só foi cara de pau. As outras só passavam, amedrontavam todos que estavam por lá, faziam algumas mulheres gritarem. O enxame passou, assim como a vontade de comer aquele pastel abelhado. Mas o mar continuou lindo. Antes disso, depois disso. Em outra feita, o churrasco rolando solto lá na casa que temos nessa praia, há mtos anos, e que meu vô construiu pra gente, que minha tia projetou (tudo em família); de repente passam 2 caras. E passam de volta. Entram. Apontam dois revólveres pra nós. Roubam meu som de cd que havia comprado com tanto esforço (nem taaanto assim) com uma fita dentro que minha irmã tinha montado. Levam um dinheiro do meu pai e o carro. Ao saírem, passando pela porta da garagem, perto de nós, não resisti e soltei um "volte sempre". É a famosa hospitalidade mineira. Foi sem querer. Juro. O fato é que aconteceu. E minha maninha ainda chorou por terem levado a fita dela! Pelo meu som que é bom ninguém derramou uma lágrima! Era som de CD! Por causa disso, antes disso, depois disso, eternamente... Sempre amarei aquilo tudo! Voltaria pra lá quantas vezes pudesse! Ah, o mar! Como o amo! O único "porém" foi que naquele dia a carne acabou esfriando, e sem o som ninguém teve paciência de esperar esquentar novamente...
(deixaram o carro na estrada... isso aconteceu há uns bons 3 anos... tdo é verídico... sério... mas nem foi tão ruim qto parece o assalto)
(deixaram o carro na estrada... isso aconteceu há uns bons 3 anos... tdo é verídico... sério... mas nem foi tão ruim qto parece o assalto)
terça-feira, novembro 9
Na estrada...
Na longa estrada da vida temos muitos exemplos, poucos deles são realmente apreciados. E digo isso - sem rodeios - baseado da história de uma criança, inocente como toda criança de verdade, da qual certa feita ouvi falar, e da qual certamente não me esquecerei.
-X-
Era tarde. O sol se recolhia, dando o exemplo do que deveria ser feito por todos. Mas uma pessoa não o imitaria, imitaria talvez a lua: nostálgica em seu solitário tormento. Pelo menos assim a vêem os menos românticos, como a moça cujos olhos não faziam outra coisa além de chorar. Choravam ambos os olhos, turvando sua vista. Mas não turvavam sua dor, isso não. A dor de quem perdeu o marido, em tenra idade, a dor de quem perdeu um companheiro, oprimia o peito, o que a fazia pensar que a única válvula seria a lágrima incontida.
À porta, a mãe da viúva chega com os olhos brilhando, daqueles que seguram o choro com as pálpebras, e evitam piscar para que uma lágrima não precipite.
- Há uma visita para você.
- Hoje não atendo ninguém. Não estou a fim de falar. - Respondeu com dificuldade a moça.
Após uma pausa a mãe continuou.
- É o Daniel. Ele está com um vaso de flores.
- Qual Daniel? - Pergunta a viúva.
- O aluno da sua escola.
Aquiesceu com o rosto, balançando a cabeça. A mãe foi chamar o jovem enquanto a viúva (diretora de uma escola) enxugava as lágrimas o mais que podia. Alguns minutos depois, abrindo a porta, a criança, de 5 anos, com um vaso de flor pequeno, mas que mal cabia em suas mãos, andou até a diretora, entregou-lhe o vaso e disse:
- O moço da floricultura disse que se chama Fortuna. - E sorriu o sorriso que só as crianças possuem.
A diretora não falou nada. E nem conseguiria. Via o tesouro que tinha à frente, valia muito mais do que qualquer fortuna: um coração bom.
A criança sentou-se ao lado da sua diretora e disse:
- Sua mãe me contou que a senhora não está muito bem, e talvez fosse melhor eu voltar outra hora. Mas eu vim justamente por você não estar bem, né! Aí pedi a ela pra me deixar entrar. A senhora não precisa falar nada, vou ficar aqui do seu lado também sem falar nada, só pra fazer companhia.
Colocou sua mãozinha sobre a da diretora e completou:
- Te amo, tia Regina.
Fechou os olhos, encostou na sua tia do colégio, e ficou assim, mudando as vezes de posição, até que a diretora e amiga acalmasse.
Duas horas depois ia embora, e ainda completou, do alto de seus 5 anos:
- Tia Regina, a senhora pode contar comigo.
Colocou as mãos nos bolsos, andou para a porta e se foi. A lembrança, no entanto,
nunca saiu do coração da diretora. Nessas horas, o silêncio, a companhia, valem muito mais do que as palavras.
-X-
Era tarde. O sol se recolhia, dando o exemplo do que deveria ser feito por todos. Mas uma pessoa não o imitaria, imitaria talvez a lua: nostálgica em seu solitário tormento. Pelo menos assim a vêem os menos românticos, como a moça cujos olhos não faziam outra coisa além de chorar. Choravam ambos os olhos, turvando sua vista. Mas não turvavam sua dor, isso não. A dor de quem perdeu o marido, em tenra idade, a dor de quem perdeu um companheiro, oprimia o peito, o que a fazia pensar que a única válvula seria a lágrima incontida.
À porta, a mãe da viúva chega com os olhos brilhando, daqueles que seguram o choro com as pálpebras, e evitam piscar para que uma lágrima não precipite.
- Há uma visita para você.
- Hoje não atendo ninguém. Não estou a fim de falar. - Respondeu com dificuldade a moça.
Após uma pausa a mãe continuou.
- É o Daniel. Ele está com um vaso de flores.
- Qual Daniel? - Pergunta a viúva.
- O aluno da sua escola.
Aquiesceu com o rosto, balançando a cabeça. A mãe foi chamar o jovem enquanto a viúva (diretora de uma escola) enxugava as lágrimas o mais que podia. Alguns minutos depois, abrindo a porta, a criança, de 5 anos, com um vaso de flor pequeno, mas que mal cabia em suas mãos, andou até a diretora, entregou-lhe o vaso e disse:
- O moço da floricultura disse que se chama Fortuna. - E sorriu o sorriso que só as crianças possuem.
A diretora não falou nada. E nem conseguiria. Via o tesouro que tinha à frente, valia muito mais do que qualquer fortuna: um coração bom.
A criança sentou-se ao lado da sua diretora e disse:
- Sua mãe me contou que a senhora não está muito bem, e talvez fosse melhor eu voltar outra hora. Mas eu vim justamente por você não estar bem, né! Aí pedi a ela pra me deixar entrar. A senhora não precisa falar nada, vou ficar aqui do seu lado também sem falar nada, só pra fazer companhia.
Colocou sua mãozinha sobre a da diretora e completou:
- Te amo, tia Regina.
Fechou os olhos, encostou na sua tia do colégio, e ficou assim, mudando as vezes de posição, até que a diretora e amiga acalmasse.
Duas horas depois ia embora, e ainda completou, do alto de seus 5 anos:
- Tia Regina, a senhora pode contar comigo.
Colocou as mãos nos bolsos, andou para a porta e se foi. A lembrança, no entanto,
nunca saiu do coração da diretora. Nessas horas, o silêncio, a companhia, valem muito mais do que as palavras.
sábado, novembro 6
O Poeta e a Rosa (e com direito a passarinho)
"O Poeta e a Rosa"
(e com direito a passarinho)
Vinícius de Moraes
Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é a sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-me isso a bem da rosa...)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta.
E a rosa: - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra
Milhões a morrer de fome
E tu, na tua vaidade
Querendo usar do meu nome!...
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as
Fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira...
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
(e com direito a passarinho)
Vinícius de Moraes
Ao ver uma rosa branca
O poeta disse: Que linda!
Cantarei sua beleza
Como ninguém nunca ainda!
Qual não é a sua surpresa
Ao ver, à sua oração
A rosa branca ir ficando
Rubra de indignação.
É que a rosa, além de branca
(Diga-me isso a bem da rosa...)
Era da espécie mais franca
E da seiva mais raivosa.
- Que foi? - balbucia o poeta.
E a rosa: - Calhorda que és!
Pára de olhar para cima!
Mira o que tens a teus pés!
E o poeta vê uma criança
Suja, esquálida, andrajosa
Comendo um torrão da terra
Que dera existência à rosa.
- São milhões! - a rosa berra
Milhões a morrer de fome
E tu, na tua vaidade
Querendo usar do meu nome!...
E num acesso de ira
Arranca as pétalas, lança-as
Fora, como a dar comida
A todas essas crianças.
O poeta baixa a cabeça.
- É aqui que a rosa respira...
Geme o vento. Morre a rosa.
E um passarinho que ouvira
Quietinho toda a disputa
Tira do galho uma reta
E ainda faz um cocozinho
Na cabeça do poeta.
quinta-feira, outubro 21
Um Velhinho...
Um senhor ia pela rua, olhava para baixo, como se observasse cada ladrilho do caminho. Mas não, olhava para baixo para não ter que cruzar olhares; quando algo nos incomoda, preocupa, os olhares se assemelham a julgamentos, invasões do que se considera nosso: o pensamento.
E o velhinho seguia por mais um quarteirão, depois outro, mais uma rua, descia uma viela. Dos seus olhos não se via sequer a luz que costumava ali habitar. Seu andar não parecia um andar de quem procura, mas um andar de quem foge sem saber para onde.
Mas fugia de que? Fugia de que o digno velhote? Fugia de homicidas, psicopatas, fugia de loucos, ladrões? Fugia do governo, da polícia, fugia da rinite, das dores da velhice?
Não. Fugia da vida, da solidão. Fugia da noite escura de um apartamento vazio. Fugia de uma cama de casal onde um só dorme. Fugia do medo da morte que por vezes acomete todo mundo. Fugia da tristeza de saber que ao dormir, acordaria sem alguém pra dizer bom dia. Fugia ao pensar que, ao morrer, lembrariam dele após alguns meses sem pagar o condomínio. Fugia, simplesmente, pois era a única coisa que não tinha esquecido de fazer.
Até que, um dia, vieram buscá-lo. Neste dia o velho, feliz, foi sem qualquer cerimônia.
(Vinícius Diniz)
E o velhinho seguia por mais um quarteirão, depois outro, mais uma rua, descia uma viela. Dos seus olhos não se via sequer a luz que costumava ali habitar. Seu andar não parecia um andar de quem procura, mas um andar de quem foge sem saber para onde.
Mas fugia de que? Fugia de que o digno velhote? Fugia de homicidas, psicopatas, fugia de loucos, ladrões? Fugia do governo, da polícia, fugia da rinite, das dores da velhice?
Não. Fugia da vida, da solidão. Fugia da noite escura de um apartamento vazio. Fugia de uma cama de casal onde um só dorme. Fugia do medo da morte que por vezes acomete todo mundo. Fugia da tristeza de saber que ao dormir, acordaria sem alguém pra dizer bom dia. Fugia ao pensar que, ao morrer, lembrariam dele após alguns meses sem pagar o condomínio. Fugia, simplesmente, pois era a única coisa que não tinha esquecido de fazer.
Até que, um dia, vieram buscá-lo. Neste dia o velho, feliz, foi sem qualquer cerimônia.
(Vinícius Diniz)
quinta-feira, setembro 30
Comunicação Mundial
Este texto, infelizmente não fui eu quem escrevi. Sabe aquele texto que vc diz: "nossa, tão perfeito! Queria tê-lo escrito!" Pois esse é um deles. O autor é JOSÉ PASSINI, ex-reitor da UFJF (1990-94), e doutor em Linguística Pela UFRJ. Mesmo não tendo sido eu o escritor, pela falta de tempo, e por tudo o que me liga a esse texto, ei-lo aqui. Fui eu que convidei o Passini para escrevê-lo, para o Jornal DuCave, jornal do cursinho que fiz no terceiro ano, época do PISM. E tb conversei com a coordenadora do jornal. No fim deu tudo certo, e esse texto magnífico foi publicado. Por sinal, ela tb ficou admirada pelo texto.
Té mais!
Vinicius
COMUNICAÇÃO MUNDIAL
José Passini
O mundo está, desde há algum tempo, assistindo ao nascimento de uma consciência planetária, global. Hoje, os povos que ainda não aprenderam a repartir seus bens já repartem e compartilham pelo menos os seus problemas. Nasce no ser humano uma idéia de pertencimento a uma comunidade que transcende os limites estreitos da sua nação. O homem já vislumbra um mundo onde o empenho da inteligência seja também voltado ao estabelecimento e ao cultivo de um clima de paz. O surgimento de uma consciência planetária é mais que desejável, é mesmo imprescindível à sobrevivência do homem na face da Terra.
Essa consciência de pertencimento a uma comunidade que deve sobrepor-se aos limites nacionais representa uma nova dimensão na própria história da raça humana. Mas, para que essa postura auspiciosa do ser humano diante do mundo se acelere e se torne uma realidade é necessário que se aproveite o efeito unificador, aglutinador de um idioma comum, como existe na intimidade das nações. Entretanto, o uso desse idioma, não poderá pôr em perigo o cultivo dos valores nacionais, pois aceitar oficialmente o idioma de outro povo como segunda língua é elevar o país de origem desse idioma à condição de metrópole intelectual. É submeter-se-lhe psicologicamente, aceitando sua influência política e a sua cultura, no sentido mais abrangente do termo. Portanto, eleger, em âmbito mundial, uma língua natural para o desempenho da tarefa de interlíngua é conceder ao povo que a fala como nativo uma série de prerrogativas contra as quais se insurgiriam os demais povos, a argüirem o mesmo direito de não serem obrigados às despesas e aos esforços necessários ao aprendizado de uma língua estrangeira.
Deve ficar muito claro que não se defende, ao pôr-se em relevo a gravidade desse problema, um nacionalismo absurdo, fechado às idéias renovadoras vindas do exterior. É de senso comum que nenhum país pode progredir de forma apreciável, se fechado ao confronto salutar com as idéias geradas em outras culturas. O que se busca demonstrar é o perigo de uma descaracterização nacional como conseqüência da forte influência de uma determinada cultura, aceita, às vezes, inconscientemente, através da adoção da língua de um outro povo como segunda língua.
Cientes do estreito relacionamento entre língua e poder, as nações econômica e politicamente poderosas concentram grandes esforços e despendem enormes recursos financeiros no sentido de difundirem e, até certo ponto, imporem seus idiomas para uso internacional, visto serem inegáveis os rendimentos em prestígio político e as vantagens econômicas que retornam como altos dividendos, em razão de investimentos bem aplicados.
Isso não acontecerá se adotada uma língua neutra, pois as influências recebidas do exterior se originariam de fontes diversas, porque conduzidas através de uma língua igualmente acessível a todos os povos. Uma língua internacional neutra por certo permitirá àqueles povos cujos idiomas não têm circulação internacional a divulgação de sua posição política, do seu pensamento filosófico, do seu progresso social e científico, diretamente, ao resto do mundo, sem ter de sujeitar-se ao processo seletivo da corrente de informação a que a tradução em uma língua nacional conduziria.
Uma língua internacional neutra, não-vinculada a interesses econômicos ou políticos, logo não-pertencente de modo particular a povo algum, aprendida como segunda língua por todos os povos, será a solução fácil do problema, pois ao achar-se alguém em presença de um interlocutor, falante de um idioma desconhecido, apelará imediatamente para o denominador comum, a língua internacional.
É fácil imaginar a facilidade que representa um mundo bilingüe: trabalhadores podendo prestar serviços em qualquer parte do mundo; estudantes fazendo cursos em países, cujas línguas nacionais não dominem e não tendo necessidade de aprendê-las previamente, nem de recorrer aos onerosos e, por vezes, ineficientes serviços de tradução.
O uso de uma língua neutra, isto é, não-pertencente a povo algum, sem vinculações particulares de qualquer natureza, aprendida como segunda língua por todos os povos, desde a escola básica, trará inequívocas vantagens nos relacionamentos internacionais.
Esse elemento neutro de comunicação mundial já existe. É o projeto saído do cérebro e do coração de um jovem idealista que, numa antevisão extraordinária de um mundo que não chegaria a ver, apresentou solução antecipada para esse crucial problema humano, ao publicá-lo em 1887. Embora não fosse um lingüista profissional, sua visão sociolingüística e universalista transcendia à dos especialistas. Sabia que lançava apenas um projeto, uma proposta para o nascimento de uma língua que representaria um passo na própria história da espécie humana.
Foi a comunidade mundial que adotou o projeto do jovem polonês que lhe deu o sopro de vida, alçando-o à condição de língua viva que tem hoje. Por isso o Esperanto apresenta-se para o desempenho desse papel, relevante sob todos os aspectos, porque dentre os idiomas criados para esse fim, que surgiram até agora, é aquele que se destaca pela facilidade de aprendizado, graças à simplicidade e regularidade que seu genial criador conseguiu imprimir-lhe.
Entretanto, essa simplicidade não implica pobreza de recursos de expressão, visto ter-lhe sido possível acompanhar, desde a sua publicação, em 1887, o progresso sem precedentes que se constata em todos os setores da atividade humana, dando conta do discurso científico, filosófico, sócio-político e religioso de todos os tempos, como atesta a extensa bibliografia existente. Sua regularidade, que o livra daqueles caminhos sinuosos que dificultam o aprendizado de um novo idioma, principalmente na idade adulta, não o desfigura como idioma humano, não o torna um código matemático, frio, monótono, artificial.
A esse respeito, consulte-se a vasta literatura, original e traduzida, em poesia e prosa, sobre os mais variados temas.
A prova mais concludente a respeito da adequação do Esperanto ao papel a que se propõe é dada pela sua sobrevivência e pelo progresso que, embora lento, sem apoio direto de nenhum governo, é sempre crescente em todo o mundo.
Dezenas de línguas surgiram antes dele; outras lhe foram contemporâneas no lançamento; várias outras, posteriores. Não obstante, nenhuma conseguiu ameaçar-lhe o progresso.
Tem hoje o Esperanto a oportunidade maior da sua história, pois o mundo necessita dele, exatamente pelas características que sempre o distinguiram de projetos ou de línguas concorrentes., por constituir-se numa demonstração viva de que complexidade lingüística não significa superioridade de desempenho, pois é simples, sem ser superficial; é eficiente sem ser complexo.
É chegado o momento do Esperanto, como chegou o momento das notas musicais, do sistema métrico, dos símbolos dos corpos simples, dos sinais internacionais de tráfego, das unidades de medição de vitaminas e proteínas, e de tantas outras mais, todas aceitas internacionalmente por gestos de comum acordo, de bom-senso, sem imposição alguma.
Assim, ao Homem, que adotou conscientemente a linguagem internacional das notas musicais, do Código Morse, dos sinais de tráfego, dos códigos de computação e de tantos e tantos sistemas e códigos usados em âmbito mundial, não lhe será impossível adotar a língua elaborada pelo gênio de Zamenhof como código de comunicação falada e escrita, o que constituirá mais do que uma vitória do Esperanto, uma demonstração de espírito prático, de bom-senso e, sobretudo, de justiça.
Té mais!
Vinicius
COMUNICAÇÃO MUNDIAL
José Passini
O mundo está, desde há algum tempo, assistindo ao nascimento de uma consciência planetária, global. Hoje, os povos que ainda não aprenderam a repartir seus bens já repartem e compartilham pelo menos os seus problemas. Nasce no ser humano uma idéia de pertencimento a uma comunidade que transcende os limites estreitos da sua nação. O homem já vislumbra um mundo onde o empenho da inteligência seja também voltado ao estabelecimento e ao cultivo de um clima de paz. O surgimento de uma consciência planetária é mais que desejável, é mesmo imprescindível à sobrevivência do homem na face da Terra.
Essa consciência de pertencimento a uma comunidade que deve sobrepor-se aos limites nacionais representa uma nova dimensão na própria história da raça humana. Mas, para que essa postura auspiciosa do ser humano diante do mundo se acelere e se torne uma realidade é necessário que se aproveite o efeito unificador, aglutinador de um idioma comum, como existe na intimidade das nações. Entretanto, o uso desse idioma, não poderá pôr em perigo o cultivo dos valores nacionais, pois aceitar oficialmente o idioma de outro povo como segunda língua é elevar o país de origem desse idioma à condição de metrópole intelectual. É submeter-se-lhe psicologicamente, aceitando sua influência política e a sua cultura, no sentido mais abrangente do termo. Portanto, eleger, em âmbito mundial, uma língua natural para o desempenho da tarefa de interlíngua é conceder ao povo que a fala como nativo uma série de prerrogativas contra as quais se insurgiriam os demais povos, a argüirem o mesmo direito de não serem obrigados às despesas e aos esforços necessários ao aprendizado de uma língua estrangeira.
Deve ficar muito claro que não se defende, ao pôr-se em relevo a gravidade desse problema, um nacionalismo absurdo, fechado às idéias renovadoras vindas do exterior. É de senso comum que nenhum país pode progredir de forma apreciável, se fechado ao confronto salutar com as idéias geradas em outras culturas. O que se busca demonstrar é o perigo de uma descaracterização nacional como conseqüência da forte influência de uma determinada cultura, aceita, às vezes, inconscientemente, através da adoção da língua de um outro povo como segunda língua.
Cientes do estreito relacionamento entre língua e poder, as nações econômica e politicamente poderosas concentram grandes esforços e despendem enormes recursos financeiros no sentido de difundirem e, até certo ponto, imporem seus idiomas para uso internacional, visto serem inegáveis os rendimentos em prestígio político e as vantagens econômicas que retornam como altos dividendos, em razão de investimentos bem aplicados.
Isso não acontecerá se adotada uma língua neutra, pois as influências recebidas do exterior se originariam de fontes diversas, porque conduzidas através de uma língua igualmente acessível a todos os povos. Uma língua internacional neutra por certo permitirá àqueles povos cujos idiomas não têm circulação internacional a divulgação de sua posição política, do seu pensamento filosófico, do seu progresso social e científico, diretamente, ao resto do mundo, sem ter de sujeitar-se ao processo seletivo da corrente de informação a que a tradução em uma língua nacional conduziria.
Uma língua internacional neutra, não-vinculada a interesses econômicos ou políticos, logo não-pertencente de modo particular a povo algum, aprendida como segunda língua por todos os povos, será a solução fácil do problema, pois ao achar-se alguém em presença de um interlocutor, falante de um idioma desconhecido, apelará imediatamente para o denominador comum, a língua internacional.
É fácil imaginar a facilidade que representa um mundo bilingüe: trabalhadores podendo prestar serviços em qualquer parte do mundo; estudantes fazendo cursos em países, cujas línguas nacionais não dominem e não tendo necessidade de aprendê-las previamente, nem de recorrer aos onerosos e, por vezes, ineficientes serviços de tradução.
O uso de uma língua neutra, isto é, não-pertencente a povo algum, sem vinculações particulares de qualquer natureza, aprendida como segunda língua por todos os povos, desde a escola básica, trará inequívocas vantagens nos relacionamentos internacionais.
Esse elemento neutro de comunicação mundial já existe. É o projeto saído do cérebro e do coração de um jovem idealista que, numa antevisão extraordinária de um mundo que não chegaria a ver, apresentou solução antecipada para esse crucial problema humano, ao publicá-lo em 1887. Embora não fosse um lingüista profissional, sua visão sociolingüística e universalista transcendia à dos especialistas. Sabia que lançava apenas um projeto, uma proposta para o nascimento de uma língua que representaria um passo na própria história da espécie humana.
Foi a comunidade mundial que adotou o projeto do jovem polonês que lhe deu o sopro de vida, alçando-o à condição de língua viva que tem hoje. Por isso o Esperanto apresenta-se para o desempenho desse papel, relevante sob todos os aspectos, porque dentre os idiomas criados para esse fim, que surgiram até agora, é aquele que se destaca pela facilidade de aprendizado, graças à simplicidade e regularidade que seu genial criador conseguiu imprimir-lhe.
Entretanto, essa simplicidade não implica pobreza de recursos de expressão, visto ter-lhe sido possível acompanhar, desde a sua publicação, em 1887, o progresso sem precedentes que se constata em todos os setores da atividade humana, dando conta do discurso científico, filosófico, sócio-político e religioso de todos os tempos, como atesta a extensa bibliografia existente. Sua regularidade, que o livra daqueles caminhos sinuosos que dificultam o aprendizado de um novo idioma, principalmente na idade adulta, não o desfigura como idioma humano, não o torna um código matemático, frio, monótono, artificial.
A esse respeito, consulte-se a vasta literatura, original e traduzida, em poesia e prosa, sobre os mais variados temas.
A prova mais concludente a respeito da adequação do Esperanto ao papel a que se propõe é dada pela sua sobrevivência e pelo progresso que, embora lento, sem apoio direto de nenhum governo, é sempre crescente em todo o mundo.
Dezenas de línguas surgiram antes dele; outras lhe foram contemporâneas no lançamento; várias outras, posteriores. Não obstante, nenhuma conseguiu ameaçar-lhe o progresso.
Tem hoje o Esperanto a oportunidade maior da sua história, pois o mundo necessita dele, exatamente pelas características que sempre o distinguiram de projetos ou de línguas concorrentes., por constituir-se numa demonstração viva de que complexidade lingüística não significa superioridade de desempenho, pois é simples, sem ser superficial; é eficiente sem ser complexo.
É chegado o momento do Esperanto, como chegou o momento das notas musicais, do sistema métrico, dos símbolos dos corpos simples, dos sinais internacionais de tráfego, das unidades de medição de vitaminas e proteínas, e de tantas outras mais, todas aceitas internacionalmente por gestos de comum acordo, de bom-senso, sem imposição alguma.
Assim, ao Homem, que adotou conscientemente a linguagem internacional das notas musicais, do Código Morse, dos sinais de tráfego, dos códigos de computação e de tantos e tantos sistemas e códigos usados em âmbito mundial, não lhe será impossível adotar a língua elaborada pelo gênio de Zamenhof como código de comunicação falada e escrita, o que constituirá mais do que uma vitória do Esperanto, uma demonstração de espírito prático, de bom-senso e, sobretudo, de justiça.
domingo, setembro 12
terça-feira, agosto 31
Vinícius e o Pássaro
Quem tem mais sempre tripudia de quem tem menos. A voz do vento titubeante, vindo e deixando de vir, as folhas secas se partindo ao som de passos. Árvores cujos galhos tendiam ao sabor do vento. E eu, sentado, olhando para o céu azul, sem começo nem fim.
Intrometido, um pássaro cruzou o céu, de lá para cá, sem nem dar bola pra mim, que embaixo dele estava, parado, inerte. Pousou meu novo companheiro num dos galhos da árvore vacilante. Olhou para baixo, fitando-me com desprezo. Provavelmente era inconcebível para ele a razão pela qual eu não abria asas e ia acompanhar seu passeio. Algo tão banal. Simplesmente voar, cortar as planícies, ir ao silêncio, onde este sinceramente existe. Se ele pudesse falar - ou será que fala e eu não entendo? - talvez dissesse, revoltado: levanta! Abra tuas asas, sê livre! Ah... E se eu pudesse fazer, não pensaria sequer uma vez, seguiria meu novo amigo, simplesmente sentindo a liberdade.
Mas, como quem tem mais sempre conta vantagem, ele não me esperou nem um minuto, muito menos foi solidário para com minha limitação ou veio fazer-me companhia no chão-firme; o pássaro tremeu o corpo, abriu as asas, balançou a cabeça reprovando-me, e saiu como um foguete pelo sem fim...
Vinícius Diniz
30/08/04
Intrometido, um pássaro cruzou o céu, de lá para cá, sem nem dar bola pra mim, que embaixo dele estava, parado, inerte. Pousou meu novo companheiro num dos galhos da árvore vacilante. Olhou para baixo, fitando-me com desprezo. Provavelmente era inconcebível para ele a razão pela qual eu não abria asas e ia acompanhar seu passeio. Algo tão banal. Simplesmente voar, cortar as planícies, ir ao silêncio, onde este sinceramente existe. Se ele pudesse falar - ou será que fala e eu não entendo? - talvez dissesse, revoltado: levanta! Abra tuas asas, sê livre! Ah... E se eu pudesse fazer, não pensaria sequer uma vez, seguiria meu novo amigo, simplesmente sentindo a liberdade.
Mas, como quem tem mais sempre conta vantagem, ele não me esperou nem um minuto, muito menos foi solidário para com minha limitação ou veio fazer-me companhia no chão-firme; o pássaro tremeu o corpo, abriu as asas, balançou a cabeça reprovando-me, e saiu como um foguete pelo sem fim...
Vinícius Diniz
30/08/04
domingo, agosto 29
- "Flog!" / - "Flog?" / - "É, Flog!"
Título estranho esse, né?
A sabrine, que disse que não quer participar no meu flog, também tinha um blog, e o fechou para cria um bloflog (neologismo criado por MIM! ;P )... Eu criei um flog há alguns dias, mas não terminei com o blog, de maneira alguma! Ele continua, firme, forte, mas com atualização cada vez mais infrequentes...
E sobre o que é o meu flog? Enfim, chama-se ver para crer, são fotos (não minhas, mas qq dia eu vou ser uma vítima tb...) de amigos, famosos, enfim, em situações exóticas, situações do estilo ver-pra-crer... Por isso o endereço do flog: www.fotolog.net/verparacrer !
Devo agradecer aqui ao Victor, que me ajudou a fazer a inscrição no Fotolog! (http://www.fotolog.net/codigodebarras <- esse é o flog dele...)
Entrem no flog, pessoal, e comentem, dêem idéias coisa e tal... =P
-
Há muito tempo, coisa de ano ou ano-e-meio, havia feito um. Agora, inspirado na Clara, resolvi fazer outro. É um Quiz pessoal: são perguntas sobre mim, elaboradaspor mim. Dez perguntinhas, cada pergunta possui uma letra valendo 10 pontos, e as outras 3 com alguma pontuação variando de 0 a 9. Há um ranking e tal. Entrem e façam, vamos ver o quanto vocês já estão sabendo de mim. ;P
Endereço: http://vivico.friendtest.com/
Acho que é esse o endereço... Mas o server deles só vai voltar dia 30, no mais tardar, ou seja, amanhã, segunda... Não deixem de tentar!
-
Há grande possibilidade da greve da UFJF acabar na Terça agora, dia 31. Vamos esperar e ver o que dá...
A sabrine, que disse que não quer participar no meu flog, também tinha um blog, e o fechou para cria um bloflog (neologismo criado por MIM! ;P )... Eu criei um flog há alguns dias, mas não terminei com o blog, de maneira alguma! Ele continua, firme, forte, mas com atualização cada vez mais infrequentes...
E sobre o que é o meu flog? Enfim, chama-se ver para crer, são fotos (não minhas, mas qq dia eu vou ser uma vítima tb...) de amigos, famosos, enfim, em situações exóticas, situações do estilo ver-pra-crer... Por isso o endereço do flog: www.fotolog.net/verparacrer !
Devo agradecer aqui ao Victor, que me ajudou a fazer a inscrição no Fotolog! (http://www.fotolog.net/codigodebarras <- esse é o flog dele...)
Entrem no flog, pessoal, e comentem, dêem idéias coisa e tal... =P
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Há muito tempo, coisa de ano ou ano-e-meio, havia feito um. Agora, inspirado na Clara, resolvi fazer outro. É um Quiz pessoal: são perguntas sobre mim, elaboradaspor mim. Dez perguntinhas, cada pergunta possui uma letra valendo 10 pontos, e as outras 3 com alguma pontuação variando de 0 a 9. Há um ranking e tal. Entrem e façam, vamos ver o quanto vocês já estão sabendo de mim. ;P
Endereço: http://vivico.friendtest.com/
Acho que é esse o endereço... Mas o server deles só vai voltar dia 30, no mais tardar, ou seja, amanhã, segunda... Não deixem de tentar!
-
Há grande possibilidade da greve da UFJF acabar na Terça agora, dia 31. Vamos esperar e ver o que dá...
quinta-feira, agosto 19
Quousque tamdem abutere, Catilina, patientia nostra?
Enfim... Andei um pouco impaciente para internet por alguns dias. A Universidade Federal de Juiz de Fora entrou em greve, os comentários de vocês do último post também assim haviam se colocado, e eu acabei entrando também em greve de posts... Greve geral... Afinal...
Na quinta passada (12/08), os professores resolveram entrar em greve. Tirando fora as especulações, das quais não quero mais ouvir falar, de concreto só mesmo a assembléia amanhã, e a notícia que saiu hoje (17/08) no site da ANDES, Associação Nacional dos Doscentes do Ensino Superior, onde consta o seguinte:
"(...) A presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, relatou a frustração do Movimento com o recuo nas negociações, destacando a quebra do acordo feito na mesa com o empenho da palavra dos ministros do MEC e do MPOG quanto ao fim da GED e instituição da paridade nesta Campanha Salarial.
Anunciou que 14 IFES já estão em greve e que amanhã, dia 18/8, será instalado o Comando Nacional de Greve. Marina Barbosa ressaltou a transparência do Sindicato na condução das ações, afirmando que nenhuma posição será adotada contra as decisões do Movimento Docente e que o ANDES-SN não assinará acordo nesses termos."
[ Quem quiser ler o texto completo visite http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=2821 ]
Foi instaurado também o Comando Nacional de Greve... Bom sinal não é...
Quinta feira (18/08) posto falando se houve ou não continuação da greve. Saberei disso pela tarde, pois tenho uma reunião com um professor sobre bolsa de estudos às 17h, e ao chegar em casa comentarei nesse post as novidades... Comentarei nos comentários, óbvio.
---
Não cheguei a ter aulas esse semestre, pois foram só dois dias antes de deflagrada a greve, e esses dois dias foram de trote. Gostei muito dos calouros e calouras de Comunicação. São muito divertidos e simpáticos. Tomara que continuem assim, né...
---
Acho que há uma mini-impaciência-coletiva no ar, por isso o título do post, que faz parte da "Catilinária". Catilina é homem, a despeito do que parece a primeira vista. É "O" Catilina, nao "A" Catilina... É uma frase de quando Cícero denuncia Catilina... [até parece que eu li o livro... eaheauheuaeahuea]
"Quousque tamdem abutere, Catilina, patientia nostra?"
Traduzindo com ajuda do Google:
"Até quando abusarás, Catilina, da (de) nossa paciência?"
----
Ahhh... Aquela música que falei no último post, tentei colocar ela na NET, com a ajuda inestimável da Dany Valle... Valey :*** Espero que já esteja funcionando...
O arquivo está no seguinte endereço: http://br.f2.pg.briefcase.yahoo.com/vivavorto . Está em .jpg . Basta transformar em .mp3 . Isso se faz renomeando o arquivo. Aí ele começa a funcionar. Quem não conseguir fica na curiosidade. euaheauheuaheaea
Na quinta passada (12/08), os professores resolveram entrar em greve. Tirando fora as especulações, das quais não quero mais ouvir falar, de concreto só mesmo a assembléia amanhã, e a notícia que saiu hoje (17/08) no site da ANDES, Associação Nacional dos Doscentes do Ensino Superior, onde consta o seguinte:
"(...) A presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, relatou a frustração do Movimento com o recuo nas negociações, destacando a quebra do acordo feito na mesa com o empenho da palavra dos ministros do MEC e do MPOG quanto ao fim da GED e instituição da paridade nesta Campanha Salarial.
Anunciou que 14 IFES já estão em greve e que amanhã, dia 18/8, será instalado o Comando Nacional de Greve. Marina Barbosa ressaltou a transparência do Sindicato na condução das ações, afirmando que nenhuma posição será adotada contra as decisões do Movimento Docente e que o ANDES-SN não assinará acordo nesses termos."
[ Quem quiser ler o texto completo visite http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=2821 ]
Foi instaurado também o Comando Nacional de Greve... Bom sinal não é...
Quinta feira (18/08) posto falando se houve ou não continuação da greve. Saberei disso pela tarde, pois tenho uma reunião com um professor sobre bolsa de estudos às 17h, e ao chegar em casa comentarei nesse post as novidades... Comentarei nos comentários, óbvio.
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Não cheguei a ter aulas esse semestre, pois foram só dois dias antes de deflagrada a greve, e esses dois dias foram de trote. Gostei muito dos calouros e calouras de Comunicação. São muito divertidos e simpáticos. Tomara que continuem assim, né...
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Acho que há uma mini-impaciência-coletiva no ar, por isso o título do post, que faz parte da "Catilinária". Catilina é homem, a despeito do que parece a primeira vista. É "O" Catilina, nao "A" Catilina... É uma frase de quando Cícero denuncia Catilina... [até parece que eu li o livro... eaheauheuaeahuea]
"Quousque tamdem abutere, Catilina, patientia nostra?"
Traduzindo com ajuda do Google:
"Até quando abusarás, Catilina, da (de) nossa paciência?"
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Ahhh... Aquela música que falei no último post, tentei colocar ela na NET, com a ajuda inestimável da Dany Valle... Valey :*** Espero que já esteja funcionando...
O arquivo está no seguinte endereço: http://br.f2.pg.briefcase.yahoo.com/vivavorto . Está em .jpg . Basta transformar em .mp3 . Isso se faz renomeando o arquivo. Aí ele começa a funcionar. Quem não conseguir fica na curiosidade. euaheauheuaheaea
domingo, agosto 8
Love is Contagious
Yeah! O blog do Vinícius agora é bilíngue!
Noo! Não são os mesmos textos traduzidos! São textos escritos diretamente em inglÊs!
Não sei quanto tempo vai durar, não sei se vai ter um segundo post... Só sei que estou tentando começar! É interessante para o treino da língua inglesa, afinal, pra mim, escrever é mais difícil que o resto. A escrita fica, a palavra voa. O que estou escrevendo, pode ser motivo de julgamento, de tudo mais. O que eu ouço ou digo, só pode ser criticado por quem estava perto, e não pode ser comprovado. É aquela história: quem disse que eu falei isso?
A escrita não! Tá ali!
O endereço é www.loveiscontagious.blogspot.com
---
Há uma música pela qual me apaixonei. É brasileira, de um mestre do violão Paulinho Nogueira, que realizou prodígios, como tocar Ária para a 4ª Corda, de Bach, em violão solo. Paulinho Nogueira tornou-se especialista em J. S. Bach, e compôs uma música magnífica, para violão, chamada "Bachianinha" (diz-se baquianinha). Verdadeiramente, vários prodígios musicais brasileiros foram inspirados em Bach, como as "Bachianas Brasileiras" de Heitor Villa-Lobos. A Bachiana Nº 5, possui uma melodia extremamente elegante. Enfim, se vocês puderem ouvir a Bachianinha, do Paulinho Nogueira, ouçam! De olhos fechados, tentado captar cada nota surpreendente que o violão deixa escapar com essa melodia.
Se eu conseguir colocar essa música pra download em algum lugar, seria muito bom. Alguém tem uma sugestão?
----
Até o próximo posT!
Amanhã começam as aulas, e hoje tem mais um episódio de "24 Horas" na Globo!!!!!!!
Noo! Não são os mesmos textos traduzidos! São textos escritos diretamente em inglÊs!
Não sei quanto tempo vai durar, não sei se vai ter um segundo post... Só sei que estou tentando começar! É interessante para o treino da língua inglesa, afinal, pra mim, escrever é mais difícil que o resto. A escrita fica, a palavra voa. O que estou escrevendo, pode ser motivo de julgamento, de tudo mais. O que eu ouço ou digo, só pode ser criticado por quem estava perto, e não pode ser comprovado. É aquela história: quem disse que eu falei isso?
A escrita não! Tá ali!
O endereço é www.loveiscontagious.blogspot.com
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Há uma música pela qual me apaixonei. É brasileira, de um mestre do violão Paulinho Nogueira, que realizou prodígios, como tocar Ária para a 4ª Corda, de Bach, em violão solo. Paulinho Nogueira tornou-se especialista em J. S. Bach, e compôs uma música magnífica, para violão, chamada "Bachianinha" (diz-se baquianinha). Verdadeiramente, vários prodígios musicais brasileiros foram inspirados em Bach, como as "Bachianas Brasileiras" de Heitor Villa-Lobos. A Bachiana Nº 5, possui uma melodia extremamente elegante. Enfim, se vocês puderem ouvir a Bachianinha, do Paulinho Nogueira, ouçam! De olhos fechados, tentado captar cada nota surpreendente que o violão deixa escapar com essa melodia.
Se eu conseguir colocar essa música pra download em algum lugar, seria muito bom. Alguém tem uma sugestão?
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Até o próximo posT!
Amanhã começam as aulas, e hoje tem mais um episódio de "24 Horas" na Globo!!!!!!!
quinta-feira, agosto 5
Aniversariando...
Como diriam os mais irônicos: não se faz 18 todo ano.
Como comentariam os mais afeitos à tradição: agora você já pode ser preso.
Como argumentariam os mais originais: você já pode tirar carteira!? Ah, meu Deus, o trânsito vai ficar mais perigoso.
Como exclamariam os parentes distantes: nossa! 18 anos? Já? Como cresceu! Te peguei no colo!
<-*-*->
É engraçado fazer aniversário. Acho que pra todo mundo - pra mim pelo menos - o aniversário é uma data especial. Seja bom ou não, é um dia especial. Mas para os outros, os não-aniversatiantes, é um dia comum, um dia qualquer, mais um.
Esse é o segredo. Você acorda, é seu aniversário. Dia 31 de Julho. Dezeito anos! Você desce a escada do prédio, dá bom dia pro vizinho do térreo, abre a porta, sai caminhando em meio àquela multidão, pára na padaria, vai à locadora, vai andando pelas ruas... Enfim! Ninguém te dá os parabéns! Óbvio! Mas é ao mesmo tempo estranho. Tem hora que dá vontade de parar pra quem nem se conhece e dizer: hei, hoje é o meu aniversário! É estranho ver tantas pessoas e nenhuma delas te desejar nada... Eu sei, isso é óbvio ululante, mas é estranho.
E pior é quando você encontra amigos na rua, em reuniões, na sala de aula, e você fica esperando aquele momento: tava pensando em você! Parabéns! - E nada... Não que todos tenham que lembrar - eu não lembro o de todos -, mas é uma expectativa válida(Expectativa, segundo o dicionário: esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas ) .
Esse ano recebi telefonemas que me deixaram muito feliz! Não citarei nomes. TOdos foram importantíssimos!
Uma musiquinha que acho muito bonita:
Amigo
Guto Abranches
Amigo,
Agora que te conheci,
Vou certamente ser mais feliz.
Com o carinho que você me deu,
Vai ficar mais fácil prosseguir.
Quero dizer-te que senti tanta emoção
Por estarmos reunidos neste instante
E também por ver nos teus olhos a gratidão
Por mais uma amizade tão gratificante.
Eu te quero bem |
guarda-me no coração | 2x
Que você já está presente |
em minha emoção... |
Como comentariam os mais afeitos à tradição: agora você já pode ser preso.
Como argumentariam os mais originais: você já pode tirar carteira!? Ah, meu Deus, o trânsito vai ficar mais perigoso.
Como exclamariam os parentes distantes: nossa! 18 anos? Já? Como cresceu! Te peguei no colo!
<-*-*->
É engraçado fazer aniversário. Acho que pra todo mundo - pra mim pelo menos - o aniversário é uma data especial. Seja bom ou não, é um dia especial. Mas para os outros, os não-aniversatiantes, é um dia comum, um dia qualquer, mais um.
Esse é o segredo. Você acorda, é seu aniversário. Dia 31 de Julho. Dezeito anos! Você desce a escada do prédio, dá bom dia pro vizinho do térreo, abre a porta, sai caminhando em meio àquela multidão, pára na padaria, vai à locadora, vai andando pelas ruas... Enfim! Ninguém te dá os parabéns! Óbvio! Mas é ao mesmo tempo estranho. Tem hora que dá vontade de parar pra quem nem se conhece e dizer: hei, hoje é o meu aniversário! É estranho ver tantas pessoas e nenhuma delas te desejar nada... Eu sei, isso é óbvio ululante, mas é estranho.
E pior é quando você encontra amigos na rua, em reuniões, na sala de aula, e você fica esperando aquele momento: tava pensando em você! Parabéns! - E nada... Não que todos tenham que lembrar - eu não lembro o de todos -, mas é uma expectativa válida(Expectativa, segundo o dicionário: esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas ) .
Esse ano recebi telefonemas que me deixaram muito feliz! Não citarei nomes. TOdos foram importantíssimos!
Uma musiquinha que acho muito bonita:
Amigo
Guto Abranches
Amigo,
Agora que te conheci,
Vou certamente ser mais feliz.
Com o carinho que você me deu,
Vai ficar mais fácil prosseguir.
Quero dizer-te que senti tanta emoção
Por estarmos reunidos neste instante
E também por ver nos teus olhos a gratidão
Por mais uma amizade tão gratificante.
Eu te quero bem |
guarda-me no coração | 2x
Que você já está presente |
em minha emoção... |
sexta-feira, julho 30
Homenagem à CLARA, NINA, VETERANOS, SABRINE e ALE
Resolvi presentear e homenagear as 5 pessoas que já comentaram no último post. Como?
Bom, pegando algum fragmento que acho muito legal do blog/flog delas. As pessoas são as seguintes: a Clarinha, a Nina, a Julia (veterana), a Sa, e a Alessandra... É bom pra vocês conhecerem um pouquinho do estilo delas... Gosto muito de todos esses, massss, tenho preferência pelos blogs, não gosto muito de flog. Lá vai:
1. BLOG da CLARA Meurer
Título: procuro a parte do mundo que me cabe
Subtítulo: recomenda-se leitura assidua, sem dó nem piedade, e um comentário pra fazer um autor feliz.
ENTRE AQUI
27.7.04
"quando eu era adolescente eu sabia viver sabe. eu me divertia lendo livros, passava os dias inocentes, é, felicidade inocente. sabia viver sem depender de ninguém porque nao tinha essa de mandar, de querer, de ter um destino independente e que realmente me realizasse. era simples viver, é isso."
12.07.04
"amanha vou ver mtas pessoas.
é verdade que preferia nao ter q ver a Dr. Suraia Sansão. mas antes que meus olhos sangrem preciso ir lá pra ouvir ela dizer q eu devia usar minha lente menos horas por dia e lavar direito, e usar óculos pra descansar.
vou ver jéssica e victor, e seguir conselho de mamae. e vinicius no fim do dia."
2. Flog da SABRINE
Título:Pessoas!!!
07/04/04
(entre para conferir a foto)
ENTRE AQUI
"Pois é, eu tentei colocar essa fotinha ontem mas o troço deu pau e não rolou... Terei que dar uma pausa na série "As muitas faces de uma plebéia mineira" pra postar esse grande homenagem que a Amanda fez pra mim. Vejam só que desenho belíssimo e detalhado que minha amiga fez!! E eu não sou cabeçuda!!"
3. Blog dos VETERANOS
Título:... E passe a mão no toco!!!
ENTRE AQUI
19.07.04
"Ficamos grudadas na grade, de cara pro Chorão...Foi muito foda...Pena que não cumpri nenhum dos objetivos planejados: pegar 3 paletas,as baquetas, ablusa do chorão e a garrafa d'água que ele jogou. Mas tudo bem...Dei pala o show inteiro....
" (Julia)
4. Flog da ALESSANDRA
Título: ...chocolate com baconzitos...
ENTRE AQUI
07.05.04
"Ta bom, as minhas fotos são as mais "sem noção".. eu queria cada dia colocar uma foto da alguem que eu amo, ou de um lugar que eu gosto, mas enfim.. ops, a casa da re é linda ne.. te adoro renata, você também é linda! :)
Olha eu dando uma de alice no país das maravilhas heeh toda serelepe e toda de branco, acho que é minha cor favorita (minha irmã poly disse que eu fico bem de branco hehe) e.... nossa que gadanha, vai pentear esse cabelo menina!"
5. Blog da NINA
Título: nanaNINAnão !!!!!!
ENTRE AQUI
26.06.04
"A verdade é que estou diante do computador e nem sei o que postar. Eu concordo que a maior inspiração de um poeta ou escritor seja a tristeza! Porque para os bons sentimentos, ou para as boas sensações não há descrição. Nem Camões soube conceituar o amor, quem sou eu para tentar! E são tantas coisas boas acontecendo comigo..."
Pronto!
Foram 5 comments de 5 pessoas diferentes até clicar em "Publish Post" abaixo...
Té mais!
Bom, pegando algum fragmento que acho muito legal do blog/flog delas. As pessoas são as seguintes: a Clarinha, a Nina, a Julia (veterana), a Sa, e a Alessandra... É bom pra vocês conhecerem um pouquinho do estilo delas... Gosto muito de todos esses, massss, tenho preferência pelos blogs, não gosto muito de flog. Lá vai:
1. BLOG da CLARA Meurer
Título: procuro a parte do mundo que me cabe
Subtítulo: recomenda-se leitura assidua, sem dó nem piedade, e um comentário pra fazer um autor feliz.
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27.7.04
"quando eu era adolescente eu sabia viver sabe. eu me divertia lendo livros, passava os dias inocentes, é, felicidade inocente. sabia viver sem depender de ninguém porque nao tinha essa de mandar, de querer, de ter um destino independente e que realmente me realizasse. era simples viver, é isso."
12.07.04
"amanha vou ver mtas pessoas.
é verdade que preferia nao ter q ver a Dr. Suraia Sansão. mas antes que meus olhos sangrem preciso ir lá pra ouvir ela dizer q eu devia usar minha lente menos horas por dia e lavar direito, e usar óculos pra descansar.
vou ver jéssica e victor, e seguir conselho de mamae. e vinicius no fim do dia."
2. Flog da SABRINE
Título:Pessoas!!!
07/04/04
(entre para conferir a foto)
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"Pois é, eu tentei colocar essa fotinha ontem mas o troço deu pau e não rolou... Terei que dar uma pausa na série "As muitas faces de uma plebéia mineira" pra postar esse grande homenagem que a Amanda fez pra mim. Vejam só que desenho belíssimo e detalhado que minha amiga fez!! E eu não sou cabeçuda!!"
3. Blog dos VETERANOS
Título:... E passe a mão no toco!!!
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19.07.04
"Ficamos grudadas na grade, de cara pro Chorão...Foi muito foda...Pena que não cumpri nenhum dos objetivos planejados: pegar 3 paletas,as baquetas, ablusa do chorão e a garrafa d'água que ele jogou. Mas tudo bem...Dei pala o show inteiro....
" (Julia)
4. Flog da ALESSANDRA
Título: ...chocolate com baconzitos...
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07.05.04
"Ta bom, as minhas fotos são as mais "sem noção".. eu queria cada dia colocar uma foto da alguem que eu amo, ou de um lugar que eu gosto, mas enfim.. ops, a casa da re é linda ne.. te adoro renata, você também é linda! :)
Olha eu dando uma de alice no país das maravilhas heeh toda serelepe e toda de branco, acho que é minha cor favorita (minha irmã poly disse que eu fico bem de branco hehe) e.... nossa que gadanha, vai pentear esse cabelo menina!"
5. Blog da NINA
Título: nanaNINAnão !!!!!!
ENTRE AQUI
26.06.04
"A verdade é que estou diante do computador e nem sei o que postar. Eu concordo que a maior inspiração de um poeta ou escritor seja a tristeza! Porque para os bons sentimentos, ou para as boas sensações não há descrição. Nem Camões soube conceituar o amor, quem sou eu para tentar! E são tantas coisas boas acontecendo comigo..."
Pronto!
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Té mais!
terça-feira, julho 27
Chegando...
Esse post é só pra informar que cheguei! Sim, estou de volta! Em uma madrugada fria de Belo Horizonte embarco com destino à homeland, e às 5 horas da madrugada de hoje, caminho para o taxi na rodoviária mais fria do mundo. Há alguns dias, segundo o Tribuna de Minas, a sensação térmica em JF foi de 2 graus negativos, perto de 5 da manhã.
Me deu vontade de escrever uma poesia sobre o frio, apenas pra falar mal deste soldado da madrugada.
Soldado da Madrugada
E o frio,
que sórdido que é, arde como dor,
que queima, a todo tempo mais que a chama
que queima, que chora, que renega até o amor.
E o frio,
que treme de pavor,
que odeia a quem se ama
que intrépido alteia, e sua.
E o frio,
este doido,
este impávido tormento,
Dorme, gélido, amante da lua.
Vinícius Diniz
27/07/2004
Até mais!
E friooo, que é frio, vê se passa logo!
Me deu vontade de escrever uma poesia sobre o frio, apenas pra falar mal deste soldado da madrugada.
Soldado da Madrugada
E o frio,
que sórdido que é, arde como dor,
que queima, a todo tempo mais que a chama
que queima, que chora, que renega até o amor.
E o frio,
que treme de pavor,
que odeia a quem se ama
que intrépido alteia, e sua.
E o frio,
este doido,
este impávido tormento,
Dorme, gélido, amante da lua.
Vinícius Diniz
27/07/2004
Até mais!
E friooo, que é frio, vê se passa logo!
domingo, julho 18
Don't cry for me, Juiz de Fora
Estarei longe de JF City por quase 10 dias, sei que é triste pra vocês minha distância, mas, não chorem, não chorem, por favor... =P
Se no meu destino houver uma internet de fácil e gratuito acesso, dou notícias...
Não posso entrar em detalhes, pois se eu não for arrumar as malas agora, bye bye travel...
Juízo pra vocês,
Vinicius
Se no meu destino houver uma internet de fácil e gratuito acesso, dou notícias...
Não posso entrar em detalhes, pois se eu não for arrumar as malas agora, bye bye travel...
Juízo pra vocês,
Vinicius
domingo, julho 11
O aniversário da CLARA e outros ASSUNTOS...
Salve 10/07 !
Dia 10 de julho, há 18 anos atrás, nascia Clara Meurer. Já novinha apontava os saltos finos nas lojas, mas esse amor durou pouco. Atualmente prefere, como ela mesma diz, o confortável tênis. Ama chocolates, mas nunca engorda. É especialista em comidas fora de hora, em lanches, em rocamboles, em maquetes e estilos estéticos de túmulos, afinal, faz História da Arte III com a Dorothéia. Gosta de andar pela rua, e cada vez mais descobre o quanto isso é muito mais do que simplesmente passar, pois possui um olhar cada vez mais especializado, arquiteturamente falando. Como toda pessoa sã, de verdade, e com um pingo de consciência, não crê em horóscopos nem datas de validade. Ela tem uma camisa do flamengo, o que é o ponto mais triste de sua biografia. Desenha muito bem, alguns que seriam vendidos por certos milhões de dólares em qualquer casa internacional de leilões. Gostaria de tocar gaita, bateria, ou qualquer coisa que necessite da escala de notas musicais. Assim como eu, ainda não saiu do estágio do sonho. Ah, sonhos... A clara tem muitos sonhos, muiiitos, por mais que não os externe a todo momento, ela é repleta de sonhos. E é isso que a faz tão viva, com olhos que brilham e dizem, com um sorriso que responde e questiona. E ela os vai realizar, não tenho dúvida. Clara gosta de filmes teoricamente infantis, e é uma companhia sempre certa para assistir aos últimos lançamentos da indústria cinematográfica de animação ou similares: Harry Potter, Shrek II, ou aquele do Tom Hanks sobre o Natal que nos faz rir tanto. Quem sabe o Castrinho aparece de novo no próximo filme do HP (fiz a mesma piada nas duas vezes que assisti ao filme). E a clara, fez aniversário! Não, não teve festa de arromba, nem foi pra Disneyy Worrrrrld, não. Mas a comemoração não é pela passagem dos anos, nem é. Comemorar aniversário é comemorar o dia do nascimento. É como dizer: que bom que foi esse espermatozóide que chegou primeiro, que bom que você está aqui, que bom que você nasceu naquele dia, que bom que você existe. E então, SALVE o dia 10/07 de 1986! Salve o dia em que o Hospital em que Clara nasceu ficou mais feliz! E a partir desse dia 10, desse mês de Julho, desse ano de 86, Clara caminhou para fazer tantas pessoas felizes: eu, a Bruna, a Mariana, sua família, sua poodle, algumas pessoas que ela nem conhece ainda.
Feliz aniversário, Clara!
Blog da Clara
<------->
Outros assuntos...
Não tenho outros assuntos... =)
Ah, estou de férias, não peguei final (acho) e vou viajar pra BH e Viçosa por 10 dias no final do mês, provavelmente entre os dias 20 e 30. Té o próximo post!
Dia 10 de julho, há 18 anos atrás, nascia Clara Meurer. Já novinha apontava os saltos finos nas lojas, mas esse amor durou pouco. Atualmente prefere, como ela mesma diz, o confortável tênis. Ama chocolates, mas nunca engorda. É especialista em comidas fora de hora, em lanches, em rocamboles, em maquetes e estilos estéticos de túmulos, afinal, faz História da Arte III com a Dorothéia. Gosta de andar pela rua, e cada vez mais descobre o quanto isso é muito mais do que simplesmente passar, pois possui um olhar cada vez mais especializado, arquiteturamente falando. Como toda pessoa sã, de verdade, e com um pingo de consciência, não crê em horóscopos nem datas de validade. Ela tem uma camisa do flamengo, o que é o ponto mais triste de sua biografia. Desenha muito bem, alguns que seriam vendidos por certos milhões de dólares em qualquer casa internacional de leilões. Gostaria de tocar gaita, bateria, ou qualquer coisa que necessite da escala de notas musicais. Assim como eu, ainda não saiu do estágio do sonho. Ah, sonhos... A clara tem muitos sonhos, muiiitos, por mais que não os externe a todo momento, ela é repleta de sonhos. E é isso que a faz tão viva, com olhos que brilham e dizem, com um sorriso que responde e questiona. E ela os vai realizar, não tenho dúvida. Clara gosta de filmes teoricamente infantis, e é uma companhia sempre certa para assistir aos últimos lançamentos da indústria cinematográfica de animação ou similares: Harry Potter, Shrek II, ou aquele do Tom Hanks sobre o Natal que nos faz rir tanto. Quem sabe o Castrinho aparece de novo no próximo filme do HP (fiz a mesma piada nas duas vezes que assisti ao filme). E a clara, fez aniversário! Não, não teve festa de arromba, nem foi pra Disneyy Worrrrrld, não. Mas a comemoração não é pela passagem dos anos, nem é. Comemorar aniversário é comemorar o dia do nascimento. É como dizer: que bom que foi esse espermatozóide que chegou primeiro, que bom que você está aqui, que bom que você nasceu naquele dia, que bom que você existe. E então, SALVE o dia 10/07 de 1986! Salve o dia em que o Hospital em que Clara nasceu ficou mais feliz! E a partir desse dia 10, desse mês de Julho, desse ano de 86, Clara caminhou para fazer tantas pessoas felizes: eu, a Bruna, a Mariana, sua família, sua poodle, algumas pessoas que ela nem conhece ainda.
Feliz aniversário, Clara!
Blog da Clara
<------->
Outros assuntos...
Não tenho outros assuntos... =)
Ah, estou de férias, não peguei final (acho) e vou viajar pra BH e Viçosa por 10 dias no final do mês, provavelmente entre os dias 20 e 30. Té o próximo post!
quinta-feira, julho 1
Auto-consumo
Por vezes a vida anda tão atribulada, tão cheia de compromissos e congêneres, que você é consumido pelos seus comprimissos. Você abre seu blog às 7 da manhã, e percebe que há 12 dias não posta nada! Doze dias! E não é simplesmente pela falta de tempo, mas pelo que isso acarreta. Você para de filosofar... Filosofar é algo muito gratuito pra quem tem que pensar em provas, trabalho e resenhas... E isso é uma pena! É tão bom quando você pode sentar numa cadeira de balanço e indignar-se da razão pela qual as nuvens não são algodões doces... (a primeira vez que entrei dentro de uma nuvem foi tão decepcionante.... sabia que não era algodão doce, óbvio, mas eu nunca pensei que uma nuvem era tão sem graça quando vista de dentro... Ela perde a graça... Acho que muitas coisas são assim: de longe mágicas, de perto fugidias...)
Esse post é meio estranho, meio bagunçado, meio sem "finesse" (sacam o francÊs? heauheuahe Isso é pra fingir que sei algo...) As próprias reticências do post mostram como ele é inacabado em si mesmo, pois s reticências são apenas isso: coisas que precisam de um fim que o autor do texto não quer ou não sabe dar. Talvez elas estejam tão em moda justamente por isso, justamente por não estarmos querendo fechar nenhuma questão, hoje em dia tudo pode não ser o que pensávamos....
Ahhh... melhor encerrar o post, acho que muito tempo sem escrever e o fato de eu ter virado a noite lendo "cheroquesses"(plural de xerox) e escrevendo resenhas, e ter um trabalho daqui a 2 horas, e soh voltar em casa às 23h, está me fazendo filosofar demais... por demais...
Esse post é meio estranho, meio bagunçado, meio sem "finesse" (sacam o francÊs? heauheuahe Isso é pra fingir que sei algo...) As próprias reticências do post mostram como ele é inacabado em si mesmo, pois s reticências são apenas isso: coisas que precisam de um fim que o autor do texto não quer ou não sabe dar. Talvez elas estejam tão em moda justamente por isso, justamente por não estarmos querendo fechar nenhuma questão, hoje em dia tudo pode não ser o que pensávamos....
Ahhh... melhor encerrar o post, acho que muito tempo sem escrever e o fato de eu ter virado a noite lendo "cheroquesses"(plural de xerox) e escrevendo resenhas, e ter um trabalho daqui a 2 horas, e soh voltar em casa às 23h, está me fazendo filosofar demais... por demais...
sábado, junho 19
Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo
Tenho inveja das crianças, na sua inocência e ingenuidade, que, de um modo geral, graças a Deus não sabem sobre as reuniões mensais do COPOM nem sobre as decepções com a Política, que não conhecem a hipocrisia dos que mandam, nem a subserviência inconsciente dos que obedecem, que não precisam se preocupar com as novas estratégias de propaganda eleitoral que tentam te convencer de que o Maluf deve ser canonizado...
Ah, que inveja, que inveja dos animais que não sofrem por antecipação, que não plantam nem colhem, que não armazenam, não criam estoques... Tenho inveja da falta absoluta de teorias sobre as coisas práticas, e da ausência de Ações, Royaltes, Joint ventures e "Public Relations".
Queria poder acordar sem saber sobre os processos produtivos, nem sobre a mais valia absoluta ou relativa, muito menos sobre a indústria cultural, tampouco acerca dos falsos cognatos do francês.
---
Esse meu texto acima foi apenas pra falar um pouco de mal dessa sociedade, afinal, assim parece que todos esses problemas não são nossos, eles parecem ficar mais distantes. Só parece. Cada um já nasce com sua cota de responsabilidade.
Ah, e segue uma música pra ilustrar - e fazer pensar sobre - nossa sociedade atual:
Testamento
Toquinho - Vinícius de Moraes
Você que só ganha pra juntar,
O que é que há, diz pra mim o que é que há.
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar.
Por cima uma laje, embaixo a escuridão,
É fogo, irmão; é fogo, irmão.
(Falado:)
<< Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo. E você com todo o seu
baú, vai ficar por lá na mais completa e total solidão pensando à beça que não levou nada,
nadinha do que você juntou. Só o seu terno de cerimônia! Que fossa, hein meu chapa, que fossa!>>
Você que só faz usufruir
E tem mulher pra usar ou pra exibir.
Você vai ver um dia em que toca você foi bulir.
A mulher foi feita pro amor e pro perdão,
Cai nessa, não; cai nessa, não.
(Falado :)
<< Pois é, amigo, você que está aí com a boneca do lado, linda e chiquérrima, crente que é o amo e senhor do
material, e é aí que o distinto está muitíssimo enganado. No mais das vezes ela anda longe, perdida num
mundo lírico e confuso, cheio de aventura e magia. E você nem sequer toca sua alma... É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas... >>
Você que não pára pra pensar
Que o tempo é curto e não pára de passar.
Você vai ver um dia que remorso, como é bom parar.
Ver o sol de pôr ou ver o sol raiar,
E desligar; e desligar.
(Falado:)
<< Mas você, que esperança! Bolsa, títulos, capital de giro, public relations, e tome gravata!
Protocolos, comendas, caviar, champagne e tome gravata! O amor sem paixão, o corpo sem
alma, o pensamento sem espírito e tome gravata! E lá, um belo dia, o infarto, ou, pior ainda, o psiquiatra! >>
Você que não gosta de gostar
Pra não sofrer, não sorrir e não chorar.
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar.
Por cima uma laje, embaixo a escuridão,
É fogo, irmão; é fogo, irmão.
Ah, que inveja, que inveja dos animais que não sofrem por antecipação, que não plantam nem colhem, que não armazenam, não criam estoques... Tenho inveja da falta absoluta de teorias sobre as coisas práticas, e da ausência de Ações, Royaltes, Joint ventures e "Public Relations".
Queria poder acordar sem saber sobre os processos produtivos, nem sobre a mais valia absoluta ou relativa, muito menos sobre a indústria cultural, tampouco acerca dos falsos cognatos do francês.
---
Esse meu texto acima foi apenas pra falar um pouco de mal dessa sociedade, afinal, assim parece que todos esses problemas não são nossos, eles parecem ficar mais distantes. Só parece. Cada um já nasce com sua cota de responsabilidade.
Ah, e segue uma música pra ilustrar - e fazer pensar sobre - nossa sociedade atual:
Testamento
Toquinho - Vinícius de Moraes
Você que só ganha pra juntar,
O que é que há, diz pra mim o que é que há.
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar.
Por cima uma laje, embaixo a escuridão,
É fogo, irmão; é fogo, irmão.
(Falado:)
<< Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo. E você com todo o seu
baú, vai ficar por lá na mais completa e total solidão pensando à beça que não levou nada,
nadinha do que você juntou. Só o seu terno de cerimônia! Que fossa, hein meu chapa, que fossa!>>
Você que só faz usufruir
E tem mulher pra usar ou pra exibir.
Você vai ver um dia em que toca você foi bulir.
A mulher foi feita pro amor e pro perdão,
Cai nessa, não; cai nessa, não.
(Falado :)
<< Pois é, amigo, você que está aí com a boneca do lado, linda e chiquérrima, crente que é o amo e senhor do
material, e é aí que o distinto está muitíssimo enganado. No mais das vezes ela anda longe, perdida num
mundo lírico e confuso, cheio de aventura e magia. E você nem sequer toca sua alma... É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas... >>
Você que não pára pra pensar
Que o tempo é curto e não pára de passar.
Você vai ver um dia que remorso, como é bom parar.
Ver o sol de pôr ou ver o sol raiar,
E desligar; e desligar.
(Falado:)
<< Mas você, que esperança! Bolsa, títulos, capital de giro, public relations, e tome gravata!
Protocolos, comendas, caviar, champagne e tome gravata! O amor sem paixão, o corpo sem
alma, o pensamento sem espírito e tome gravata! E lá, um belo dia, o infarto, ou, pior ainda, o psiquiatra! >>
Você que não gosta de gostar
Pra não sofrer, não sorrir e não chorar.
Você vai ver um dia em que fria você vai entrar.
Por cima uma laje, embaixo a escuridão,
É fogo, irmão; é fogo, irmão.
terça-feira, junho 15
"Artigo Enésimo - declaro proibidos os sentimentos"
[ressuscitando post: 18 de fevereiro de 2004]
A sociedade tem aversão ao sentir. Quando é inevitável, impensável se torna sua reverberação. Censuramos nosso coração, como se tivéssemos medo. Medo do que? Medo de sofrer? Medo de nos tornarmos vulneráveis? Medo de viver?
O amor é considerado como algo impossível, imiscível com nossa sociedade corrida e pseudo-racional. Não queremos fugir ao padrão e continuamos evitando o sentir. Evitando, em verdade, a felicidade.
Temos modificado bruscamente o significado da palavra amor. Dizer "eu te amo" tem sido algo reservado a deuses, completamente fora do nosso cotidiano. Como se, para amar, precisássemos de algo além de um coração aberto.
Ah! Como seria belo se disséssemos “eu te amo”, a todos aqueles pelos quais sentíssemos isso. Pois longe de aprisionar ou nos deixar vulneráveis, o fato de amar e ser amado deveria nos encorajar, nos felicitar, nos completar!
Mas dizer "eu te amo" depende de duas coisas. De descobrir quando amamos alguém e de dizer a essa pessoa! Conceituar o amor é impossível, pois o amor não foi feito para habitar dicionários, nem para ser resumido em letras. O amor foi feito para ser sentido. E o amor existe, quando temos a certeza de que aquela pessoa é importante para nós, é insubstituível, e inesquecível. Esta última palavra é uma das mais importantes. Se uma pessoa que nos faz feliz é inesquecível, isso é amor. Se adoramos ou queremos bem a alguém, significa que em 5, 30, 50 anos iremos esquecê-lo. Aqueles que amamos se tornam eternos. Por isso amar é tão belo e imprescindível. É a eternização de quem nos faz feliz.
-
Pura ideologia? Não sei... Só sei que sou eu.
[Detalhe, tô copiando esse colchete da Clara eauheuahea]
[Quem já comentou esse post na época em que ele foi publicado, não precisa se preocupar em comentar =)]
A sociedade tem aversão ao sentir. Quando é inevitável, impensável se torna sua reverberação. Censuramos nosso coração, como se tivéssemos medo. Medo do que? Medo de sofrer? Medo de nos tornarmos vulneráveis? Medo de viver?
O amor é considerado como algo impossível, imiscível com nossa sociedade corrida e pseudo-racional. Não queremos fugir ao padrão e continuamos evitando o sentir. Evitando, em verdade, a felicidade.
Temos modificado bruscamente o significado da palavra amor. Dizer "eu te amo" tem sido algo reservado a deuses, completamente fora do nosso cotidiano. Como se, para amar, precisássemos de algo além de um coração aberto.
Ah! Como seria belo se disséssemos “eu te amo”, a todos aqueles pelos quais sentíssemos isso. Pois longe de aprisionar ou nos deixar vulneráveis, o fato de amar e ser amado deveria nos encorajar, nos felicitar, nos completar!
Mas dizer "eu te amo" depende de duas coisas. De descobrir quando amamos alguém e de dizer a essa pessoa! Conceituar o amor é impossível, pois o amor não foi feito para habitar dicionários, nem para ser resumido em letras. O amor foi feito para ser sentido. E o amor existe, quando temos a certeza de que aquela pessoa é importante para nós, é insubstituível, e inesquecível. Esta última palavra é uma das mais importantes. Se uma pessoa que nos faz feliz é inesquecível, isso é amor. Se adoramos ou queremos bem a alguém, significa que em 5, 30, 50 anos iremos esquecê-lo. Aqueles que amamos se tornam eternos. Por isso amar é tão belo e imprescindível. É a eternização de quem nos faz feliz.
-
Pura ideologia? Não sei... Só sei que sou eu.
[Detalhe, tô copiando esse colchete da Clara eauheuahea]
[Quem já comentou esse post na época em que ele foi publicado, não precisa se preocupar em comentar =)]
segunda-feira, junho 7
Vários em Um: Cinema, Fotos, Comments...
Nesse post teremos vários conteúdos:
- Cinema: Harry Potter e O Dia Depois de Amanhã
- Pensando sobre as Fotos...
- Sistema de Comments do Blog
- Pesadelos....
Cinema: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
No sábado, 5, segundo dia de cartaz do filme HP III, fui ao Alameda com a Clarinha. O filme, da sessão de 21:45, foi surpreendente: primeiro pq não lembrava nem um centímetro do livro, incrível!, segundo, pois nunca vi tanta falta de educação em tão poucos metros quadrados! Fiquei realmente assustado! É sempre assim no alameda ou eu e a Clara que demos azar? Foi incrível! Gritaria, gritaria, gritaria..., siginificando: não tenho mãe nem pai em casa; celular piscando, onde se pode ler: sou idiota com celular e quero mostrar pra todo mundo; imitações retardadas do que acontecia em cena, que podem significar: sou um fracassso como gente e também como ator.... Oxxiiiiiii... Isso me irrita! Se não queria ver pra que que veio (foi) ? E o filme ainda era dublado, não sei pq! Mas se eles esperavam retardados no filme deveriam ter me avisado, pois eles nem deviam saber ler mesmo... Faixa de idade dos retardados: 14/15/16/17 anos... Depois ainda querem liberar pra que pessoas com 16 anos já possam dirigir... Tô no mundo errado?
-
Outra incompreensão! O filme: "o dia depois de amanhã", com o título propositalmente escrito por mim em letras minúsculas.
Que ridículo... Ah-ha-ha-ha.... Risada forçada é pouco. Sobre esse filmeco norte-americano (leia-se Estados Unidos-Desunidores da América) que eu faço questão de salientar que não vi, algumas considerações negativas se fazem necessárias: pra quem não sabe, a história do filmeco gira em torno de uma hecatombe, em que os países do norte teriam as temperaturas reduzidas a níveis espetacularmente inabitáveis, e os países do hemisfério sul receberiam os co-habitantes do mundo da parte rica. Ou seja, um exílio (permanente?) do povo do norte no sul. Não estou criticando isso; apesar de tudo, se isso acontecesse deveríamos sim receber os companheiros do norte (até mesmo os yankees, arg!!!). O mais espetacularesco é o seguinte: os países do sul recebem os do norte, e "em troca" têm as dívidas externas "perdoadas".... Pera, pausa pra risada-irônica-incontrolável: eaeahueauheauhehaueauheuaea uhuhuhuhuhuhuhuuuuuuuuuu me seguraaaaa ahahahahhahahhaha huhuhuuuuuuuuuuuuuuuhuuuuuuuuuuu ai ai ai ai ai to sem arrrr ihihihihihihihiih. Pronto. Enfim, não tenho nem comentários. Quer dizer, tenho alguns: imaginem o mundo nessa hecatombe: metade do mundo destruído, e a metade rica deste. Todas as indústrias, os bancos, o próprio estado. Não existiria mais um Estados Unidos, uma Inglaterra, nenhum país. Pois seria um caos, para todos. Com os países do norte destruídos, eles virariam mendigos do mundo, sem nada, sem posses, sem riquezas. O dollar não mais existiria. Como é que eles podem "perdoar" a dívida externa (com 1 milhão de aspas na palavra perdoar), se nem mais FMI existiria. Se nem mais bolsas de valores existiriam. Se nem mais o dollar existiria. Que ridículo. Ao final de tudo ainda deixaram a mensagem que seria vantagem pra nóis acolhê-los, pos perdoariam nossa dívida. Quem tem que perdoar alguma coisa na relação norte-sul não são eles, pelo contrário, nós é que temos que perdoá-los por tanta probreza gerada aqui em troco da riqueza por lá, em tantas mortes, em tanta miséria... Como diriam os mais velhos: Emerich (produtor do filme), faça-me o favor, né...
Sobre fotos
Minhas fotos antigas são curiosas: nunca estou olhando para a câmera... Estou sempre olhando para algum ponto vazio, ou para dentro de mim. A câmera é sempre uma qualquer nesse momento. Mas acho que isso acontece com todos. Há coisa mais complicada e irônica do que pedir para alguém "fingir espontaneidade" ? Paradoxo. se tem algo que não dá para fingir é isso: "Faz uma cara natural!", se é natural não dá pra ser "feita"....
Comments...
Tenho que arranjar algum sistema de comments para que as pessoas não precisem comentar como anônimas, e eu tenha que fazer um puzzle de advinhação toda vez que alguém comenta. Alguma sugestão? (Até que é divertido, mas é meio complicado o sistema de comments do blogger.com)
Pesadelos
Primeiro gostaria de dizer que acho essa palavra muito estranha... Quando era criança achava que era "pesadero"... Vai entender... Mente infantil é como caixa-preta de avião... (alguém entendeu essa metáfora? Em caso positivo, podem me explica, pois nem eu q fiz entendi...) Mas esse tópico é apenas para uma coisa: tem coisa melhor que acordar de um pesadelo?
- Cinema: Harry Potter e O Dia Depois de Amanhã
- Pensando sobre as Fotos...
- Sistema de Comments do Blog
- Pesadelos....
Cinema: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
No sábado, 5, segundo dia de cartaz do filme HP III, fui ao Alameda com a Clarinha. O filme, da sessão de 21:45, foi surpreendente: primeiro pq não lembrava nem um centímetro do livro, incrível!, segundo, pois nunca vi tanta falta de educação em tão poucos metros quadrados! Fiquei realmente assustado! É sempre assim no alameda ou eu e a Clara que demos azar? Foi incrível! Gritaria, gritaria, gritaria..., siginificando: não tenho mãe nem pai em casa; celular piscando, onde se pode ler: sou idiota com celular e quero mostrar pra todo mundo; imitações retardadas do que acontecia em cena, que podem significar: sou um fracassso como gente e também como ator.... Oxxiiiiiii... Isso me irrita! Se não queria ver pra que que veio (foi) ? E o filme ainda era dublado, não sei pq! Mas se eles esperavam retardados no filme deveriam ter me avisado, pois eles nem deviam saber ler mesmo... Faixa de idade dos retardados: 14/15/16/17 anos... Depois ainda querem liberar pra que pessoas com 16 anos já possam dirigir... Tô no mundo errado?
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Outra incompreensão! O filme: "o dia depois de amanhã", com o título propositalmente escrito por mim em letras minúsculas.
Que ridículo... Ah-ha-ha-ha.... Risada forçada é pouco. Sobre esse filmeco norte-americano (leia-se Estados Unidos-Desunidores da América) que eu faço questão de salientar que não vi, algumas considerações negativas se fazem necessárias: pra quem não sabe, a história do filmeco gira em torno de uma hecatombe, em que os países do norte teriam as temperaturas reduzidas a níveis espetacularmente inabitáveis, e os países do hemisfério sul receberiam os co-habitantes do mundo da parte rica. Ou seja, um exílio (permanente?) do povo do norte no sul. Não estou criticando isso; apesar de tudo, se isso acontecesse deveríamos sim receber os companheiros do norte (até mesmo os yankees, arg!!!). O mais espetacularesco é o seguinte: os países do sul recebem os do norte, e "em troca" têm as dívidas externas "perdoadas".... Pera, pausa pra risada-irônica-incontrolável: eaeahueauheauhehaueauheuaea uhuhuhuhuhuhuhuuuuuuuuuu me seguraaaaa ahahahahhahahhaha huhuhuuuuuuuuuuuuuuuhuuuuuuuuuuu ai ai ai ai ai to sem arrrr ihihihihihihihiih. Pronto. Enfim, não tenho nem comentários. Quer dizer, tenho alguns: imaginem o mundo nessa hecatombe: metade do mundo destruído, e a metade rica deste. Todas as indústrias, os bancos, o próprio estado. Não existiria mais um Estados Unidos, uma Inglaterra, nenhum país. Pois seria um caos, para todos. Com os países do norte destruídos, eles virariam mendigos do mundo, sem nada, sem posses, sem riquezas. O dollar não mais existiria. Como é que eles podem "perdoar" a dívida externa (com 1 milhão de aspas na palavra perdoar), se nem mais FMI existiria. Se nem mais bolsas de valores existiriam. Se nem mais o dollar existiria. Que ridículo. Ao final de tudo ainda deixaram a mensagem que seria vantagem pra nóis acolhê-los, pos perdoariam nossa dívida. Quem tem que perdoar alguma coisa na relação norte-sul não são eles, pelo contrário, nós é que temos que perdoá-los por tanta probreza gerada aqui em troco da riqueza por lá, em tantas mortes, em tanta miséria... Como diriam os mais velhos: Emerich (produtor do filme), faça-me o favor, né...
Sobre fotos
Minhas fotos antigas são curiosas: nunca estou olhando para a câmera... Estou sempre olhando para algum ponto vazio, ou para dentro de mim. A câmera é sempre uma qualquer nesse momento. Mas acho que isso acontece com todos. Há coisa mais complicada e irônica do que pedir para alguém "fingir espontaneidade" ? Paradoxo. se tem algo que não dá para fingir é isso: "Faz uma cara natural!", se é natural não dá pra ser "feita"....
Comments...
Tenho que arranjar algum sistema de comments para que as pessoas não precisem comentar como anônimas, e eu tenha que fazer um puzzle de advinhação toda vez que alguém comenta. Alguma sugestão? (Até que é divertido, mas é meio complicado o sistema de comments do blogger.com)
Pesadelos
Primeiro gostaria de dizer que acho essa palavra muito estranha... Quando era criança achava que era "pesadero"... Vai entender... Mente infantil é como caixa-preta de avião... (alguém entendeu essa metáfora? Em caso positivo, podem me explica, pois nem eu q fiz entendi...) Mas esse tópico é apenas para uma coisa: tem coisa melhor que acordar de um pesadelo?
sexta-feira, maio 28
Paquistanês é preso por "pedir" a piloto para "voar mais rápido."
Da Redação
06/05/2004 - 14h50
Um passageiro de um vôo que ia de Dubai para o Paquistão foi detido na quinta-feira depois que a aeronave pousou, porque ele tentou entrar na cabine do avião para pedir que o piloto fosse mais rápido.
O apressado passageiro, identificado como Majid Latif, discutiu com a tripulação e depois tentou se aproximar do piloto - ele tentou entrar na cabine na base da porrada.
Se isto já não é coisa que se faça em momentos normais, Latif escolheu uma semana ruim para bancar o apressadinho Papaléguas: os aeroportos paquistaneses aumentaram a segurança esta semana após informações de inteligência terem indicado que um grupo terrorista planejava sequestrar um avião.
Fonte: UOL TABLOIDE
06/05/2004 - 14h50
Um passageiro de um vôo que ia de Dubai para o Paquistão foi detido na quinta-feira depois que a aeronave pousou, porque ele tentou entrar na cabine do avião para pedir que o piloto fosse mais rápido.
O apressado passageiro, identificado como Majid Latif, discutiu com a tripulação e depois tentou se aproximar do piloto - ele tentou entrar na cabine na base da porrada.
Se isto já não é coisa que se faça em momentos normais, Latif escolheu uma semana ruim para bancar o apressadinho Papaléguas: os aeroportos paquistaneses aumentaram a segurança esta semana após informações de inteligência terem indicado que um grupo terrorista planejava sequestrar um avião.
Fonte: UOL TABLOIDE
terça-feira, maio 25
Eu amo o BLOGGER.com
Além de gratuito: ágil, sem erros, com muitas opções que nem o WEBLOGGER nem qualquer outro serviço de blog brasileiro (gratuito) tenha, e não faz confusões com meus posts!
Que decepção com o Weblogger.com.br, depois de tanto tempo postanto lá, e indicando à diversas pessoas (vide Gustavo Dore), eles me arranjam tanto problema! Eita! =P
Mas enfim, I am Back! Para a felicidade de poucos e a tristeza da maioria - que auto-flagelador, trágico; pitoresco isso, né? - oh! Que tristeza! Oh, vida! Oh, morte! Oh!
Coff, Coff, Coff... Voltando ao normal, após esse período de quase 15 dias sem escrever, por raiva à todos que conseguiam escrever, não visitei o blog de ninguém. Agora que já posso escrever retomarei à minha leitura frequente de quase 10 blogs amigos! Me esperem, e esperem meus comments!
Muita felicidade! E venham pro blogger!
(sabia que aqui dá pra postar por e-mail? Vc manda um e-mail para um endereço X, o post entra automaticamente! =P)
Que decepção com o Weblogger.com.br, depois de tanto tempo postanto lá, e indicando à diversas pessoas (vide Gustavo Dore), eles me arranjam tanto problema! Eita! =P
Mas enfim, I am Back! Para a felicidade de poucos e a tristeza da maioria - que auto-flagelador, trágico; pitoresco isso, né? - oh! Que tristeza! Oh, vida! Oh, morte! Oh!
Coff, Coff, Coff... Voltando ao normal, após esse período de quase 15 dias sem escrever, por raiva à todos que conseguiam escrever, não visitei o blog de ninguém. Agora que já posso escrever retomarei à minha leitura frequente de quase 10 blogs amigos! Me esperem, e esperem meus comments!
Muita felicidade! E venham pro blogger!
(sabia que aqui dá pra postar por e-mail? Vc manda um e-mail para um endereço X, o post entra automaticamente! =P)
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